segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Previsão final

Aqui fica a minha previsão final. Infelizmente para o "meu" candidato, julgo que o resultado final se irá inclinar para a vitória de Barack Obama, ainda que por uma margem muito pouco expressiva.

Filipe Ferreira

Sondagens confirmam Obama

A um dia da eleição, as sondagens dão vantagem a Obama, que dos 10 Estados críticos, a candidatura Democrata lidera em 8.
Mas, como só contam os votos entrados, em Estados tão disputados, a falta de algum eleitorado pode ser decisivo.

A única boa notícia para Romney é a subida na Flórida, que volta a liderar, tudo o resto, exceto a Carolina do Norte que lidera desde o primeiro momento, são maus indicadores para os Republicanos.

CMC

Empate técnico entre Obama e Romney

 
A tendência dos últimos dias mantém-se.... Empate técnico entre Obama e Romney.
 
Filipe Ferreira

sábado, 3 de novembro de 2012

Ohio e Flórida em destaque

Restam três dias de campanha, antes do dia da eleição. Os Estados decisivos, nomeadamente Ohio e Flórida, estão nas prioridades das duas candidaturas nos próximos dias.

Obama continua a receber boas sondagens do Ohio, que lidera, há semanas, apesar de não estar totalmente seguro, e no caso da Flórida, as últimas sondagens dão um empate técnico, depois de Obama ter estado várias semanas atrás de Romney.

CMC

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Mais empregos criados nos EUA

Latest Jobs Report Shows Persistent Economic Growth

Os dados do emprego, hoje divulgados, são mais uma ajuda para a campanha de Obama, a poucos dias das eleições.

Em outubro, foram criados mais 171 mil empregos nos EUA.

CMC

Bloomberg arrasa Romney

We need leadership from the White House -- and over the past four years, President Barack Obama has taken major steps to reduce our carbon consumption, including setting higher fuel-efficiency standards for cars and trucks. His administration also has adopted tighter controls on mercury emissions, which will help to close the dirtiest coal power plants (an effort I have supported through my philanthropy), which are estimated to kill 13,000 Americans a year.

Mitt Romney, too, has a history of tackling climate change. As governor of Massachusetts, he signed on to a regional cap- and-trade plan designed to reduce carbon emissions 10 percent below 1990 levels. “The benefits (of that plan) will be long- lasting and enormous -- benefits to our health, our economy, our quality of life, our very landscape. These are actions we can and must take now, if we are to have ‘no regrets’ when we transfer our temporary stewardship of this Earth to the next generation,” he wrote at the time.

He [Romney] couldn’t have been more right. But since then, he has reversed course, abandoning the very cap-and-trade program he once supported. This issue is too important. We need determined leadership at the national level to move the nation and the world forward.

I believe Mitt Romney is a good and decent man, and he would bring valuable business experience to the Oval Office. He understands that America was built on the promise of equal opportunity, not equal results. In the past he has also taken sensible positions on immigration, illegal guns, abortion rights and health care. But he has reversed course on all of them, and is even running against the health-care model he signed into law in Massachusetts.

If the 1994 or 2003 version of Mitt Romney were running for president, I may well have voted for him because, like so many other independents, I have found the past four years to be, in a word, disappointing. 


A ler todo o artigo, aqui.

CMC

A hipocrisia da campanha de Romney


O eleitorado hispânico tem vindo a ganhar uma grande preponderância na política norte-americana. Apesar da maioria inclinar-se para o campo Democrata, não é liquído que a maioria dos latinos-americanos e seus descendentes seja, nesta eleição, apoiante incondicional de Obama.

Num claro sinal de falta de decência, e também de desespero, a campanha de Romney faz este vídeo de campanha, procurando associar o Presidente da Venezuela, Hugo Chávez, como familiares de Fidel Castro, a Obama.

É provável que em algumas comunidades hispânicas da Flórida este vídeo, todo em castelhano, tenha impacto e ajude a mobilizar eleitorado a votar Republicano. E pode ser decisivo, dado o facto de não haver um vencedor antecipado na Flórida e Romney, para ganhar (está à frente nas sondagens por pouco mais de um ponto percentual), não poder perder os votos deste Estado, sob pena de comprometer a disputa que ainda se mantém acesa. 

Não pode valer tudo, mas para alguns vale mesmo tudo.

CMC

As previsões de Karl Rove

 
Karl Rove é uma das personagens mais polémicas da política norte-americana. O arquitecto da vitória de George W. Bush em 2004 e um dos seus principais conselheiros políticos, é na actualidade um verdadeiro king maker. A sua capacidade de angariação de fundos e de mobilização política tornam Rove numa peça essencial de qualquer campanha republicana.
Na sua coluna no WSJ, Rove afirma que Romney terá pelo menos 51% dos votos e no mínimo 279 votos eleitorais. Mais, afirma ainda que ao contrário do que tem sido noticiado pelos media, o voto antecipado não tem sido favorável ao Obama, ao contráro do que tinha acontecido em 2008, onde Obama esmagou McCain.
Vai ser curioso confrontar Rove no dia das eleições...
 
Filipe Ferreira

Sandy, alterações climáticas e o apoio a Obama

Bloomberg Endorses Obama, Citing Climate Change

Michael Bloomberg é o Mayor de Nova Iorque, um eleito independente mas ainda associado aos Republicanos, por quem foi eleito como sucessor de Giuliani à frente da Câmara da Big Apple.

O furacão Sandy deixou marcas de devastação em Nova Iorque. Horas passadas do fim do furacão e Bloomber endereça o seu apoio a Obama e fala num tópico pouco considerado pelos Republicanos, as alterações climáticas. Infelizmente, só se recordam quando acontece uma tragédia.

Este apoio a Obama é mais um revés para a candidatura Republicana, a quatro dias das eleições.

CMC

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Uma foto que diz muito


O furacão Sandy ceifou a vida a 50 norte-americanos e causou estragos na ordem dos 50 mil milhões de dólares.

Por este fenómeno da natureza, as campanhas deixaram praticamente de ter iniciativas. Obama deixou o fato de candidato e vestiu o de Presidente, enquanto Mitt Romney abrandou os atos de campanha.

Obama tomou as rédeas das operações e contou com um aliado de peso nestas horas dramáticas, o Governador republicano de New Jersey, Chris Christie. Por sinal, Christie foi um dos melhores intervenientes na Convenção Republicana, atacando os Democratas, mas acaba de prestar um  testemunho público de elogio a Obama, pela forma como o Presidente assumiu o comando da operação para lidar com o furacão.

A foto em cima, apresentando os dois políticos, Obama e Christie, com o Presidente a amparar uma das vítimas do Sandy, está a correr mundo e, em termos políticos, é de um efeito impressionante.

Continua-se a confirmar que uma imagem vale mais do que mil palavras.

CMC 

Combate de Blogues: Análise da campanha


quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Colin Powell apoia Obama


Não se pode considerar um apoio menor. Colin Powell é um dos grandes mestres da política externa norte-americana e o voto dado a Obama é um claro reforço da candidatura Democrata.

CMC

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Haja um Republicano com bom senso

Rubio Worries Romney’s Approach To China Could Start ‘Trade War’

Haja alguém do Partido Republicano com bom-senso de dizer o erro que Romney está a fazer, ao atacar a China como o faz, numa lógica de Guerra Fria, entre os bons, os EUA, e os maus, os chineses.

Esta estratégia de Romney é nociva para os EUA.

Veremos logo o debate, dedicado à política externa, como será tratado este assunto, que merecerá destaque.

CMC

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Estado da arte

Este mapa (ver com mais pormenor no link) é demonstrativo de como a corrida está aberta.

CMC

Obama recupera mas com fragilidade

Obama esteve muito melhor no segundo debate, conseguiu fazer o que no primeiro falhara, rebater os argumentos de Romney e marcar as diferenças entre as duas candidaturas.

Se foi unânime que Obama, na lógica desportiva, ganhou o debate, a verdade é que as pessoas inquiridas pela CNN, depois do debate, identifica Romney com mais capacidades para lidar com o défice e fazer crescer a economia.

A corrida está aberta e ainda falta um debate, dedicado à política externa, mas que deverá ter muito de política interna, dados os ataques de Romney à China, acusando a nova potência mundial de estar a crescer à custa dos EUA e da Administração Obama ter feito pouco, para confrontar a China.

CMC 

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Antecipação de segundo debate Obama-Romney


A morte do diplomata dos EUA na Líbia

No debate da semana passada, entre Joe Biden e Paul Ryan, quando se falava na morte do diplomata norte-americano na Líbia, o Vice-Presidente disse que não sabia que eram precisos mais reforços em Bengazi, uma resposta muito mal dada. Fosse outra a experiência e conhecimentos de Ryan e Biden sucumbia neste ponto.

Entretanto, ontem, no Peru, Hillary Clinton assumiu toda a responsabilidade pelo trágico acontecimento, dizendo que Obama e Biden nada têm a ver com o sucedido.

Veremos se logo este assunto é tratado no debate (estruturado com base na pergunta de cidadãos anónimos escolhidos pela Gallup e respostas a dar pelos dois candidatos), mas se não for hoje será no debate da próxima semana, que tem a política externa como um dos eixos do debate.

O que é um facto é que Biden colocou uma pedra na campanha Democrata e se os Republicanos quiserem apertar um pouco, têm todas as condições para responsabilizar a Administração. Afinal, com a resposta de Biden, poderã dizer com ar inocente, como podem estar atentos ao que se passa no mundo.

CMC 

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Debate Ryan/Biden: 11 de Outubro - Algumas notas



Os debates vice-presidenciais não costumam ter um grande peso no resultado final das campanhas dos EUA. Ainda não me parece claro a importância deste, mas julgo que podemos tirar uma ou duas conclusões.
Neste caso as expectativas funcionaram contra o candidato republicano, pois recentes sondagens afirmavam que os americanos esperavam que este batesse Biden. O histórico do candidato democrata de gaffes e declarações erróneas não augurava uma grande noite para ele, mas o simples facto de superar as expectativas pode ser considerado como uma vitória. A forma aguerrida e combativa de Biden, quase o inverso da de Obama no último debate, surpreendeu Ryan e colocou o candidato republicano na defensiva.
As sondagens e mesmo muitos comentadores subestimaram a experiência e capacidade de interação de Biden. Este só pecou por ser muito excessivo na forma das suas intervenções, facto este que embora possa revitalizar o entusiasmo dos eleitores democratas, não creio que tenha grande saída com eleitores independentes.
Ao contrário do que seria expectável, considerei Ryan muito melhor na parte de polítca externa e Biden melhor na economia e nas políticas sociais. O tom do debate foi quase sempre muito duro e directo, mas foi sem dúvida um debate com substância, onde os assuntos foram debatidos com detalhe, parecendo a dada altura existir uma verdadeira guerra de números.
No fim da linha, julgo que este debate foi mais importante para os democratas porque pode ter quebrado o momentum dos republicanos e Biden, com a sua prestação, tirou a campanha democrata do estado de depressão em que se encontrava.
Temos campanha!

Filipe Ferreira

Antevisão do debate Biden - Ryan


Mais uma análise ao debate que tem lugar dentro de duas horas, entre Joe Biden e Paul Ryan.

CMC

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

O indispensável Bill Clinton


No debate com Romney, por duas vezes Obama resgatou a boa herança Democrata, deixada por Bill Clinton, para demonstrar que as respostas Democratas são melhores do que as Republicanas, como a criação de 23 milhões postos de trabalho.

Depois de alguns dias após o debate em que a campanha de Obama não soube desfazer o nó, Obama acabou por reconhecer que não esteve bem, teve de ser, mais uma vez, e à imagem da Convenção, Bill Clinton a fragilizar Romney. Estes 90 segundos, de ironia realista, são demolidores para Romney. O problema, para os Democratas, é que o candidato é Obama e não Bill Clinton.

Suspeito que até ao fim da campanha a campanha Democrata se faça a três (Obama-Biden-Clinton).

CMC

Obama deu uma grande ajuda a Romney

Como o Filipe refere, e bem, neste post, ainda está para provar que os debates televisivos, nos anos mais recentes, são decisivos na escolha que cada pessoa faz. Mas de uma coisa já não se pode ter dúvidas, depois de ter alcançado, em setembro, uma confortável vantagem sobre Romney, e tudo indicava que Obama apenas teria de controlar o ritmo eleitoral até 6 de novembro, eis que uma péssima prestação, no primeiro debate, deitou muito a perder para os Democratas e muito a ganhar para os Republicanos.

Apesar de discordar de muitos dos pontos de vista do candidato Republicano, é evidente que Romney esteve muito bem e soube tocar, a seu favor, no campo que lhe interessava, o eleitorado da classe média, algo que Obama desbaratou por completo. Nalguns casos de modo impressionante, dada a sua permanente atitude defensiva.

Se as sondagens voltam a indicar que não há vencedor antecipado, neste momento, a força está do lado dos Republicanos e o debate desta noite, entre os candidatos a Vice, Joe Biden e Paul Ryan, que normalmente tem pouca importância, passou a ganhar protagonismo, para confirmar ou não a viragem do eleitorado para os Republicanos.

Se na semana passada era Romney que tinha de ir atrás do prejuízo, hoje é Biden quem tem de jogar forte e recuperar o ânimo Democrata. Frente a Ryan, Biden é muito mais experiente e tem os quatro anos de experiência na Casa Branca, que jogam a seu favor, não obstante o seu vasto rol de gaffes. Quanto a Ryan, com um perfil menos moderado que Romney, basta-lhe não comprometer a corrida Republicana. Por outro lado, um bom debate do candidato Republicano pode confirmar a tendência de subida dos Republicanos se Biden tiver um comportamento semelhante ao de Obama da semana passada.

Todas as razões para acompanhar este debate.

CMC

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Tudo em aberto

 
Ainda está para provar que os debates televisivos sejam decisivos na escolha que cada cidadão tem de fazer ao escolher o seu candidato a uma respectiva eleição, mas é inegável que o primeiro debate Romney/Obama de 3 de Outubro virou por completo a dinâmica da campanha.
Depois de um mês de Setembro absolutamente desastroso para Romney, este debate era crucial para a sobrevivência da sua campanha. Não foi por acaso que a sua preparação foi prolongada e minuciosa, granjeando mesmo algumas críticas por parte de elementos do partido republicano por estar a ter poucas aparições públicas, dado o seu empenho no debate.
Já Obama, no alto dos seus números e das suas sondagens muito positivas, não perdeu quase tempo algum na preparação do debate, menosprezando o seu impacto junto dos americanos. Como se viu...uma má decisão.
Esta semana começam a sair as sondagens pós-debate ao nível dos estados, essenciais para confirmarmos o efeito game changer do debate. Neste momento...está tudo em aberto.
 
Filipe Ferreira

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Combate de blogues: Antevisão do debate Romney/Obama



Aqui fica mais um "Combates de Blogues" sobre as eleições EUA. Tive o prazer de debater com o José Gomes André do blog Era uma vez na America e contou com a moderação de Filipe Caetano. O tema foi a antevisão do debate Romney/Obama.

Filipe Ferreira

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Gestão de expectativas


Estes últimos dias são um claro exemplo de duas campanhas a tentarem gerir expectativas, para que no fim de cada debate possam dizer que o seu candidato foi vitorioso.
Tem sido quase confrangedor ver Obama e Romney a colocarem as qualidades oratórias do seu adversário num nível superlativo, numa mostra de falsa humildade e de cálculo político extremo. Até agora, o único que não tem feito muito este jogo é o candidato a vice-presidente dos republicanos, Paul Ryan, que tem jogado ao ataque, embora tenha ressalvado que não espera qualquer gaffe da parte de Joe Biden.
Independentemente deste jogo político, a verdade é que este debate é bem mais importante para os republicanos do que para os democratas.
 
Filipe Ferreira

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Serviço Público: Debates na FLAD


Aqui fica a informação de que irá ter lugar a segunda conferência do ciclo “As Presidenciais Americanas na Perspectiva Europeia” no próximo dia 27 de Setembro, quinta-feira, às 18h30 no auditório da Fundação Luso-Americana (FLAD), com o tema “Análise da campanha eleitoral”.
Como convidados poderemos ver Christian Ferry, representante do Partido Republicano e campaign manager da candidatura McCain-Palin em 2008 e Tom McMahon, representante do Partido Democrata, estratega político, e antigo director do Comité Nacional Democrático.
Para quem se interessa por política e pelo funcionamento de uma campanha eleitoral nos EUA, esta é uma grande oportunidade.
Filipe Ferreira

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Combate de Blogs. Eleições EUA



Aqui fica, sem vergonha alguma, o vídeo do debate onde tive o prazer de participar com o Nuno Gouveia e que contou com a moderação de Filipe Caetano no âmbito do Combate de Blogs.


Este debate foi o primeiro de muitos sobre as eleições presidenciais norte-americanas. Hoje debatemos essencialmente as gaffes de Romney, a estratégia do partido republicano até Novembro e a importância da política externa nestas eleições.


Não custa nada... é só carregar no play
 
Filipe Ferreira

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Romney ataca Obama sobre a Líbia


A recente morte do embaixador dos EUA na Líbia, juntamente com mais 4 funcionários do Departamento de Estado e o destruir da bandeira dos EUA na embaixada no Cairo vieram lançar um manto de incerteza sobre as eleições presidenciais. Romney, surpreendeu tudo ao atacar frontalmente a resposta de Obama a estes ataques.
Tradicionalmente as questões de política externa não têm muito peso nas eleições americanas, e esta é uma das áreas onde a vantagem de Obama sobre Romney é considerável, mas a morte de um embaixador dos EUA é um ato de tal forma execional que ainda não se sabe de que forma é que a dinâmica das eleições vai ser alterada.
Este é um tempo de decisões, e Romney foi a jogo com tudo. Veremos como se vai sair...
 
Filipe Ferreira

terça-feira, 11 de setembro de 2012

O estado da arte


Na maioria dos swing States Obama leva vantagem sobre Romney, apesar de esta liderança não ser muito grande. Para acompanhar.

CMC

Romney continua com problemas de empatia

Poll: More prefer dinner with Obama

Normalmente, nas eleições presidenciais norte-americanas fazem sempre uns estudos que parecem disparatados, mas não são.

Em 2004, era curioso o resultado de um estudo que, segundo a amostra, a maioria nunca compraria um carro a George W. Bush, a mesma atitude não teriam com John Kerry, mas, de longe, preferiam tomar um copo com Bush do que com Kerry.

Esta sondagem, acerca do candidato com que jantaria, revela bem a empatia de Obama e o distanciamento de Romney, face ao cidadão comum, que preferia jantar com o Democrata, em vez do Republicano.

Romney continua com problemas no relacionamento com os eleitores.

CMC

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Bons sinais do decisivo Ohio

The first survey, from Public Policy Polling (PPP), has President Obama up by five points on Romney in Ohio (50% to 45%). The poll was exclusively after the end of the Democratic National Convention.

O Filipe destacou o impacto da Convenção Democrata nas sondagens, a favor de Obama.

Importa, todavia, apurar Estado a Estado o estado de alma do eleitorado e, de facto, os ventos parecem soprar a favor de Obama. No Ohio, Estado que se precisa de ganhar para ser eleito Presidente, pelo menos assim tem acontecido, Obama deu um salto e distanciou-se de Romney. Não deve ter sido por acaso, pois a indústria automóvel, uma das bases da economia deste Estado, esteve em foco, por Bill Clinton, a propósito das medidas da Administração Obama, perante a oposição de Romney:

The auto industry restructuring worked. It saved more than a million jobs, not just at GM, Chrysler and their dealerships, but in auto parts manufacturing all over the country. That's why even auto-makers that weren't part of the deal supported it. They needed to save the suppliers too. Like I said, we're all in this together.

Now there are 250,000 more people working in the auto industry than the day the companies were restructured. Governor Romney opposed the plan to save GM and Chrysler. So here's another jobs score: Obama two hundred and fifty thousand, Romney, zero.


CMC

Começa a reta final

9 states where the race will be won

Com as Convenções fechadas e a menos de dois meses das eleições, as candidaturas centram-se nos Estados decisivos.

CMC

Obama: 49%, Romney:45%

 
 
 
Tal como já tinha acontecido no rescaldo da Convenção Republicana, Obama e os democratas vêm os seus números melhorar de forma significativa. Esta vantagem de 5% será apenas o resultado da Convenção ou uma tendência sólida?
 
Filipe Ferreira
 

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Convenções 2012

Realizadas as duas convenções, pode dizer-se que os objetivos correram bem melhor aos Democratas do que aos Republicanos.

Enquanto a Convenção Republicana fica indelevelmente marcada pela intervenção de Clint Eastwood, mais do que qualquer outro orador, a Convenção Democrata contou com três grandes intervenções, uma em cada dia dos três dias de Convenção: Michelle Obama, Bill Clinton e Barack Obama.

Ambos procuraram cativar o eleitorado da classe média, o mais afetado e prejudicado com a situação económica. Neste âmbito, os Democratas apresentaram um discurso/programa correspondente às pretensões deste eleitorado, parte dele Democrata, mas descontente com os últimos quatro anos, dada a situação económica não ser a mais favorável. E a formação de Obama teve um especial cuidado em focar o eleitorado feminino e latino - Michelle Obama e Sandra Fluke, no campo feminino, e Julián Castro e Antonio Villaraigosa, no latino.

Ainda faltam dois meses para as eleições, os debates entre candidatos (três entre os candidatos a Presidente e um debate entre os candidatos a Vice-Presidente), por isso, dentro de uns dias as Convenções já são uma pertença do passado. De qualquer forma, serviram para mobilizar e conquistar partes do eleitorado. Dentro de uns tempos se saberá quem foi mais bem sucedido. Tendo em conta as duas Convenções, os Democratas foram bem sucedidos e muito devem à excelente intervenção de Bill Clinton.

CMC

Discurso de Barack Obama


America, I never said this journey would be easy, and I won't promise that now. Yes, our path is harder, but it leads to a better place. Yes, our road is longer, but we travel it together.

Um bom discurso, que deixou claro as escolhas em causa.

A Convenção correu muito bem aos Democratas, Obama sai mais forte.

CMC

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Convenção Democrata: Discurso de Bill Clinton



Bill Clinton tonight showed them all how it’s done. He gave a master class in how to combine folksy and poetic language, stinging one-liners and policy nuance, empathy and rip-roaring partisanship. It was as good as it gets

Eles não se podem ver à frente.
Eles desconfiam um do outro.
Eles já disseram um do outro coisas inenarráveis.
E no entanto...
Bill Clinton fez uma intervenção fantástica a defender mais 4 anos de Barack Obama. Razão e Coração em doses bem medidas, uma oratória como já não se vê, uma qualidade retórica quase ímpar e acima de tudo carisma...doses industriais de carisma.
Quem diria em 2008 que Obama iria precisar do star power e da popularidade de Bill Clinton? A vida dá muitas voltas.

Filipe Ferreira

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Uma homenagem nada inocente a Ted Kennedy


Como é tradição das Convenções, há sempre um momento de homenagem a grandes políticos que desapareceram. Ted Kennedy foi um dos grandes apoiantes de Obama, há quatro anos. Faleceu em 2009 e as conquistas do seu vasto currículo político foram justamente recordadas.

Mas os Democratas não deixaram de fazer uma homenagem com uma crítica a Mitt Romney, que foi derrotado por Ted Kennedy, na eleição para o Senado há cerca de duas décadas. E o ataque baseou-se no debate que ambos tiveram, no qual Romney surgia como um candidato mais moderado e pró Interrupção Voluntária da Gravidez, ao contrário do que defende hoje.

CMC

Lemas




Não tive oportunidade de acompanhar ontem o primeiro dia da Convenção, mas ao ver como decorreu o primeiro dia, verifico uma mensagem inteligente dos Democratas, que há uns anos fora usada pelo Labour britânico: Forward, not back.

Uma frase muito feliz e que traduz o modo de pensamento de formações progressistas.

CMC

O discurso da noite

O Filipe já referiu o marcante discurso de Michelle Obama, ontem. A mulher de Barack Obama saiu-se muito bem e alcançou o objetivo a que se propunha: ter impacto.

Hoje, discursa um dos mais destacados Presidentes dos EUA de todos os tempos, pelo bem e pelo mal, e um dos melhores políticos contemporâneos, Bill Clinton.

Os discursos de Clinton costumam ser eletrizantes e são grandes momentos de política.

Se Clinton fizer o que se espera dele, no segundo dia da Convenção, e tendo o discurso de Michelle, do primeiro dia, Obama poderá fechar, amanhã, com chave de ouro, uma Convenção pensada para mobilizar o eleitorado Democrata e a classe média, o passaporte da sua renovação de mandato. Pelo primeiro dia, isso está a ser conseguido.

CMC

Convenção Democrata: O discurso de Michelle Obama



The most devastating attack on Mitt Romney at Tuesday’s Democratic Convention came from Michelle Obama, who did not mention Romney’s name and said not a single cross thing about him.

Mais uma vez se revela a importância dos discursos mais pessoais, a força das histórias de vida para fortalecer a narrativa política criada. Ontem tinha referido quais os desafios que Michelle Obama teria de enfrentar na Convenção democrata. Hoje podemos dizer que esteve magnífica. Uma verdadeira obra de arte de comunicação política. Exatamente aquilo que a campanha Obama necessitava desesperadamente, devido à sua queda nas sondagens.

Filipe Ferreira

terça-feira, 4 de setembro de 2012

O grande desafio Democrata


A grande imagem que fica da Convenção Republicana foi a intervenção de Clint Eastwood. Os Democratas souberam responder, com inteligência e humor (cartaz acima), à tirada cómica e bem construída, para o eleitor americano, do ator e realizador. Porém, nestes três dias de Convenção, os Democratas terão de fazer mais e demonstrar que têm as melhores propostas face aos Republicanos.

Não será tarefa fácil, mas facilidades, apesar de Obama ter tido muitas na última campanha, foi algo com que não contou no seu mandato.

Discursos a aguardar, o de Michelle Obama, Julián Castro, Bill Clinton e Barack Obama (Hillary Clinton, por estar em visita de Estado, não participará nesta Convenção).

CMC

Democratas apostam no Texas

Os Democratas estão a ser inteligentes, pois a aposta em Julián Castro, como keynote speaker, nesta Convenção, procura demonstrar a aposta que fazem no eleitorado latino-americano, bem como a investir no futuro.

Fazendo contas demográficas, a médio prazo, a população latino-americana será proeminente no Texas e tendo os Democratas um forte apoio deste eleitorado, Castro bem será um nome a ter em conta para Governador (Castro é Mayor de Santo António, Texas). Isto, se não fizer, como alguns procuram associar, o mesmo que Obama fez em 2004, quando, na Convenção de consagração de John Kerry, e projetou o seu nome, com os resultados conhecidos.

CMC   

Construir a narrativa certa


When Michelle Obama takes the stage at the Democratic National Convention on Tuesday night, she faces a similar task as Ann Romney of presenting her husband as a father and family man - above his public persona in the political spotlight.

Um dos momentos mais altos da Convenção Republicana de Tampa foi, sem dúvida, o discurso de Ann Romney. Ela fez um excelente trabalho ao mostrar uma faceta diferente do seu marido, um lado mais familiar e comprometido com a sua comunidade.
Michelle Obama não precisa de fazer essa apresentação, mas vai ser essencial para "amaciar" a desgastada imagem de Obama. Ela precisa de fazer lembrar aos eleitores indecisos porque é que eles gostaram de Obama em 2008.
E é assim que as narrativas se constroem...
 
Filipe Ferreira

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Convenção Democrata começa amanhã


Depois da Convenção Republicana, da semana passada, amanhã arranca a Convenção Democrata. Ao longo de três dias os Democratas terão de demonstrar a mais valia do mandato de Obama na Casa Branca e, na quinta, Obama tem a missão de apresentar as suas causas.

Julián Castro, Presidente da Câmara de Santo António, no Texas, será o keynote speaker desta Convenção.

A aposta no eleitorado latino continua, apesar de não haver nenhum latino americano em lugar de destaque, candidato a Presidente ou Vice-Presidente, a sua presença, em qualquer Convenção, é incontornável. Na semana passada os Republicanos apostaram forte, com Marc Rubio e Susana Martínez. Desta feita, é um autarca da vermelha (Republicana) Texas a ter destaque.

CMC

sábado, 1 de setembro de 2012

Romney dispara nas sondagens


 
Uma das grandes vulnerabilidades de Romney era a sua falta de carisma. Embora as diversas sondagens sugiram que os americanos confiem nas suas aptidões para gerir a economia, a nivel pessoal é de Obama que mais gostam. Esta sondagem, embora influenciada pelo ambiente pos-convenção, vem diminuir de forma substantiva o fosso entre os dois candidatos. A confirmarem-se estes números, vêm aí dias dificeis para Obama.
 
Filipe Ferreira

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

O desafio Democrata


Tal como Mitt Romney, Obama tem pela frente o mesmo repto: cativar a classe média - quem decide esta eleição.

Romney lançou a meta: criar 12 milhões de postos de trabalho. A meta é elevada e aos Democratas cabe demonstrar que estão mais bem preparados e com melhores propostas para este momento.

CMC

Romney cavalga a onda populista

No discurso mais importante da Convenção Republicana, o de Mitt Romney, ficou patente o arriscar, compreensível, do candidato, de conquistar o eleitorado da classe média.

A grande proposta é de criar 12 milhões de empregos, ou seja, pouco mais de metade do atual número de desempregados nos EUA, 23 milhões.

Romney trata a dimensão política como se fosse um negócio. Percebe-se a sua veia de empresário, mas a sua experiência de Governador devia ter-lhe indicado que a realidade, e em especial a governação de um Estado, é bem mais complexa do que parece, sobretudo no contexto atual, de uma economia global anémica.

Os Republicanos procuraram, nos últimos dias, cativar o eleitorado descontente, e apostaram, como é típico, nos valores da família, para cativar milhares de casais nos EUA a mobilizarem-se para optar por outro caminho, que não o apresentado e implementado pelos Democratas.

Em termos externos, Romney repescou o discurso reaganista da Guerra Fria e focou Putin como o "alvo". Ora, o mundo mudou. A Rússia tem, como sempre teve e terá, uma importância global, mas entender o planeta, como Romney dá a entender, numa lógica bipolar, de Guerra Fria, é um desfasamento total. A Rússia não é o único player mundial a par dos EUA.

Intimamente ligada à política externa e com forte relação e impato na política doméstica é a política energética. Romney propõe-se a reduzir a dependência externa nos próximos oito anos. Tal como a proposta de Obama, há quatro anos, os políticos norte-americanos deviam ser mais rigorosos nesta matéria. O mais preocupante desta proposta de Romney é que o candidato Republicano valoriza fontes como o carvão. Infelizmente, há desafios globais, como o ambiental, que sempre foram desconsiderados pelos Republicanos, e não deviam. Romney falou nas energias renováveis, que fica sempre bem, mas não é de desconsiderar que a sua referência foi a última, e não uma prioridade. Preocupante!

CMC

Discurso de Clint Eastwood na Convenção Republicana



Política nos EUA também é showbizz.
Os democratas, e muito em particular Obama, são tradicionalmente os recetores de financiamento e apoio político da elite de Hollywood. Na Convenção Democrata espera-se uma verdadeira enchente de estrelas, apoiando Obama, mas nenhuma delas terá mais peso no coração da América do que Clint Eastwood. São muitos e muitos anos, enquanto ator e realizador. Clint Eastwood não é apenas o ator da moda ou o homem do momento. É uma instituição que nos trouxe alguns dos melhores frescos acerca do sonho americano, da sua grandeza e das suas desilusões.
Grande escolha para o último dia da Convenção.

Filipe Ferreira

Clint Eastwood vai discursar na Convenção Republicana

 
 
A confirmar-se esta informação, espera-se uma grande noite na convenção republicana em Tampa. Um apoio de peso e um nome altamente respeitado pelo povo americano.
 
Filipe Ferreira

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Os lemas da Convenção Republicana

Esta Convenção Republicana estruturou-se em três diferentes momentos, correspondentes a três distintos e complementares lemas.

No primeiro dia, o lema foi "We built it", valorizando a promoção da economia, desprezando a intervenção do Estado no mercado, diferenciando a postura face aos Democratas. Os ataques, mais ou menos serrados ao Obamacare fizeram-se sentir.

Ontem, "We can change it", foi, de todos os lemas, o mais feliz, em termos de marketing, por repescar e adaptar o lema de Obama de há quatro anos. Procurou evidenciar que os Republicanos têm uma agenda política diferente da de Obama e pretendem, deste modo, destacar que têm um programa capaz de animar mais a economia.
 
Hoje, no último dia, o lema "We believe in America", coincide com o discurso de encerramento do candidato, Mitt Romney, que terá de apresentar as causas da sua candidatura. Nesta entronização da "crença", o discurso terá, como não poderá deixar de ser numa intervenção de um Republicano, uma nota patriótica acentuada.

Devido ao furacão Isaac, não se realizou o primeiro dia da Convenção, que tinha como lema "We can do better".

Em termos de estrutura, só se pode destacar a inteligência da estratégia da Convenção. Quanto aos resultados, muito está dependente da intervenção de Romney. Será ele capaz de mobilizar o Partido Republicano, como não conseguiu até ao momento? Certo é que o seu Vice, Paul Ryan, já o conseguiu. E esse é um importante trunfo para Romney.

CMC

Condoleezza Rice: Uma estrela



Apesar do grande discurso de Paul Ryan, um verdadeiro attack dog contra Obama e os democratas, para mim o melhor momento da noite foi sem dúvida a intervenção de Condoleezza Rice. Uma lição sobre o papel dos EUA num mundo cada vez mais anárquico e uma forte crítica à falta de liderança de Obama. Um primor.

Filipe Ferreira

Os erros de Ryan

Paul Ryan fez, até ao momento, o maior ataque a Obama, mas pelos vistos saiu-lhe furado.

CMC

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Ann Romney: uma seta ao coração do eleitorado feminino



No primeiro dia de discursos pudemos assistir a excelentes intervenções. Destaco Rick Santorum que fez um tremendo elogio a Romney (quem diria?) e que foi eficaz a cativar os eleitores mais conservadores a nível social. Tirando Santorum, a maioria dos restantes oradores centrou-se na economia. O Carlos já aqui referiu a intervenção de Chris Christie, e para o meu gosto pessoal foi o melhor, mas julgo que para a estratégia do GOP o mais eficaz foi a de Ann Romney.  Direto e certeiro ao eleitorado feminino.

Filipe Ferreira

A melhor intervenção do primeiro dia


Sem dúvida, o Governador de New Jersey, Chris Christie, teve a melhor intervenção do primeiro dia da Convenção Republicana.

Artur Davis, o antigo elemento Democrata, teve um discurso exclusivamente em condenar os Democratas e Ann Romney apresentou um discurso fraco.

CMC

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Romney com vantagem no twitter

 
 
As redes sociais têm assumido um papel cada vez mais importante nas campanhas eleitorais, sendo que as presidenciais norte-americanas são o expoente máximo.
Das redes sociais, o Twitter não sendo a que tem mais seguidores, é sem dúvida uma das mais influentes. Neste levantamento feito aos utilizadores do Twitter nos estados eleitoralmente competitivos, Romney tem mais menções positivas que Obama: Este fato por si só não é muito relevante, mas marca uma posição de força numa área em que Obama era considerado imbativel.
Veremos se esta tendência se mantém.
 
Filipe Ferreira

Convenção Republicana: Family values



...e hoje começa, a sério, a convenção republicana. Após os problemas causados pelas condições climatéricas que levaram à suspensão do primeiro dia de trabalhos, o GOP regressa hoje em força. O keynote speaker de hoje é um dos republicanos mais mediáticos, o governador de New Jersey, Chris Christie. Embora este discurso esteja a ser altamente antecipado pela base republicana, julgo que o maior impato para o eleitor indeciso será o de Ann Romney. Ela terá a (dificil) missão de dar um rosto humano ao seu marido, muitas vezes considerado frio e insensivel para muitos americanos. Esperam-se muitas histórias de família e a visão de um Mitt Romney mais humano e próximo das famílias americanas.
Espera-se assim um primeiro dia virado para os "family values". A política, pura e dura, ficará para amanha...

Filipe Ferreira

O Michael Moore de direita


Nada melhor do que os EUA para encontrar bons criadores das teses da conspiração e da catástrofe. Dinesh D’Souza, antigo elemento do staff de Ronal Reagan, considera que Obama tem uma visão, herdada do seu pai, contra os grandes princípios da América e que, por isso, em 2016, fim do mandato de Obama, caso seja reeleito, os EUA estarão numa situação calamitosa - como quem diz, não elejam Obama para não decretar o fim da América.

2016 é um documentário pejado de preconceitos e indiferente às alterações que se processam no mundo. D'Souza, infelizmente, não quis notar que foi o mandato de Obama que conciliou os EUA com o mundo, ao contrário dos anos anteriores, que debilitaram e enfraqueceram a posição dos EUA no mundo. E D'Souza, originário da Índia, devia ter uma visão mais clara do que se passa no mundo, a começar na sua terra Natal.

CMC

Convenções nos campos decisivos

Democratas e Republicanos sabem que esta eleição não está ganha por ninguém e, por isso, os swing States são os grandes campos de batalha onde se decidirão quem ganhará em novembro.

Por essa razão, ambos realizam as suas Convenções em campos/Estados decisivos. Os Republicanos arrancam, hoje, na Flórida e os Democratas realizam o seu conclave, na próxima semana, na Carolina do Norte.

Quanto aos Estados a ter em conta até ao fim, são: Ohio, Flórida, Iowa, Virgínia, New Hampshire, Nevada, Colorado, Wisconsin e Carolina do Norte.

CMC

1º dia da Convenção Republicana

5 things to watch today at GOP convention

O USA Today revela cinco momentos a ter em conta no primeiro dia da Convenção Republicana, dos quais destaco a intervenção de duas pessoas: Rick Santorum, adversário nas primárias Republicanas, e Artur Davis, ex-membro do Partido Democrata e apoiante de Obama há quatro anos.

Se a intervenção de Ann Romney será importante, em especial na conquista de parte do eleitorado feminino, um bom discurso de Davis pode catapultar os Republicanos no combate contra Obama. A seguir.

CMC

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Sondagem Washington Post / ABC: Romney 47% - Obama 46%


Ao entrarmos na temporada das convenções partidárias, a corrida presidencial está cada vez mais renhida. Nesta sondagem Washington Post / ABC, os números de ambos os candidatos estão muito próximos, ficando dentro da margem de erro.
Quando se esperava que Obama e os democratas descolassem, vemos que a realidade é muito diferente, ainda para mais numa semana em que a história principal foi a do candidato a senador Todd Akin e as suas afirmações sobre o aborto.
O que está a falhar na máquina Obama 2012?
 
Filipe Ferreira

A violação como método de conceção

Last week, Paul Ryan gave an interview in which, defending his position that there should be no excuses for abortion, he referred to rape as a "method of conception."

Quando parecia ser impossível bater Sarah Palin, eis que Paul Ryan consegue ultrapassar Palin pela direita e considerar a violação como um método de conceção.

Estes Republicanos andam perdidos e cada vez mais irresponsáveis!

CMC

Obama com ligeira vantagem


Poll shows Obama with small lead in swing states

Bons sinais para a candidatura de Obama, que lidera a disputa em Estados decisivos.

CMC

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Republicanos inspiram-se em Bill Clinton

GOP trying to keep focus on economy rather than abortion

Nada como uma estratégia bem sucedida para ser seguida por quem quer ganhar. É isso que os Republicanos estão a fazer, ao inspirar-se no leitmotiv da candidatura de Bill Clinton de 1992. A economia é a questão central e não pode haver desvios.

Os Republicanos sabem que a situação económica dos EUA não é a melhor. Ignoram, por completo, o ponto de partida de Obama, e face ao herdado, Obama conseguiu fazer muito. Todavia, os Republicanos limitam-se a constatar o hoje e, agora, a economia da grande potência mundial não melhora como se deseja, razão pela qual culpam a atual Administração pelos fracos resultados.

O aborto, tema caro ao eleitorado conservador, é, por outro lado, um assunto bastante sensível, mas ao mesmo tempo, ao tomar o assunto como bandeira central, esta causa pode conduzir ao afastamento de parte de classe média dos Republicanos. E Romney precisa de parte deste eleitorado para derrotar Obama, em especial nos swing States. Por isso, é assunto a "congelar".

CMC

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Stay on message


"Democrats fall in love, Republicans fall in line". Esta expressão diz muito da forma disciplinada e competitiva como o GOP aborda as eleições. Numa era onde a consistência da narrativa criada é um bem sem preço, todo e qualquer ruido criado pode ter consequências indesejadas. Numa altura em que o ticket Romney/Ryan estava a impor a sua mensagem centrada nas questões económicas, nada como uma gaffe monumental de um republicano para estragar o cenário.
Um candidato do GOP ao Senado teceu considerações inacreditáveis sobre a relação entre o aborto e o acto de violação.
Depois disto, resta ao GOP manter a mensagem focada na economia e resistir aos ataques democratas.

Filipe Ferreira

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Flórida em jogo!



No momento em que se tornou público que a escolha de Romney para VP seria Paul Ryan, muitos analistas e a generalidade dos democratas consideraram que a Florida estaria perdida para os republicanos, devido ás suas propostas de alteração das regras do Medicare, que afectariam os mais idosos.
Esta sondagem veio reequacionar a disputa na Florida, com números que à primeira vista são surpreendentes. Embora a diferença não seja muita, os habitantes da Florida têm mais receio dos planos de reforma do Medicare propostos por Obama do que do plano Ryan. Esta mesma sondagem também pergunta qual o candidato preferido e aqui o resultado ainda é mais singular... Romney está na frente com 45% das preferências, tendo Obama 43%.
A Florida está em jogo!

Filipe Ferreira

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Obama com problemas na economia



Estes numeros aparentemente dão razão à estrategia dos republicanos de fazerem destas eleições um plebiscito à forma como Obama tem (mal) tratado a economia dos EUA. Só esta imagem negativa que os americanos têm do seu desempenho nas economia explica o quase empate tecnico com Romney, dado que Obama tem niveis mais elevados em materias como o combate ao terrorismo e a politica externa.

Filipe Ferreira

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Paul Ryan não gerou entusiasmo

Pelos estudos avançados, depois de conhecido o número dois de Romney, a candidatura de Obama não podia ter recebido melhores sinais.

O impacto causado por Ryan é baixo e isso revela as dificuldades em Romney arrancar. Seguramente, procurará, antes dos debates, fazer da Convenção Republicana um momento para afirmar a candidatura.

CMC

Ryan: Extremista ou Visionário?



Estes números dão algum conforto aos estrategos republicanos acerca da escolha de Ryan para VP de Romney. Embora fosse esperada uma subida da notoriedade de Ryan, não creio que a previsão fosse de uma subida tão rápida. Contudo, continuo a dizer que mais do que notoriedade do candidato, importa ver como este é percepcionado pelos americanos. Neste momento assitimos a um combate sem quartel, onde os democratas tentam catalogar Ryan como um ideologo extermista e os republicanos como um visionário que entende o que está em causa para evitar o declinio da América.

Filipe Ferreira

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Democratas fazem o trabalho de casa: Pesquisa sobre Ryan

American Bridge Paul Ryan Research Book

Ryan coloca o GOP a disputar o voto jovem



Uma das principais forças motrizes da campanha Obama em 2008 vai ser alvo de uma acesa disputa. Pela primeira vez em muito tempo, os jovens terão pela frente uma verdadeira escolha. Ryan, com 42 anos, está muito mais próximo das gerações mais jovens que Joe Biden. Esta escolha de Ryan para VP pode dar uma nova vida à campamha de Romney.

Filipe Ferreira

Paul Ryan is the most extreme VP candidate in more than a century


Vale o que vale esta análise. Por acaso, nem apresenta a "classificação" de Sarah Palin. Veremos, até novembro, quais são as grandes causas de Ryan, como candidato a Vice-Presidente. Nada como uma campanha exigente e desgastante, como é a presidencial norte-americana, para saber qual a fibra de cada candidato.

CMC