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segunda-feira, 30 de julho de 2012

A ligação dos EUA a Israel


Não há campanha norte-americana em que as questões israelita e judaica não sejam debatidas, quase sempre com ganhos para os Democratas, dada a tendência judaica para a formação Democrata.

Desta feita, em poucas horas Israel ganhou um protagonismo especial, quer pelo acordo estabelecido entre os EUA e Israel, de cooperação militar e civil, assinada pelo Presidente Obama na sexta-feira, quer pela visita do candidato Republicano, Mitt Romney, a Israel, no fim-de-semana.

É evidente que Romney aproveitou o momento para valorizar a aliança entre os EUA e Israel, apresentando uma posição mais bélica do que diplomática face à ameaça nuclear iraniana. Palavras que caem sempre bem no atual Governo de Tel Aviv. E para um encontro para recolher fundos. Cada participante pagou 50 mil dólares.

De qualquer modo, no final da semana passada os Democratas publicaram o vídeo acima apresentado, que testemunha os feitos da Administração Obama com Israel. Não é, pois, por acaso, que dois em cada três judeus votarão Obama em novembro.

CMC 

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

O factor Irão entra na campanha

Rick Santorum: Obama helping Iran obtain nuclear weapons

Há um factor, imprevisível, ou não tanto, que pode irromper nas eleições norte-americanas: o projecto nuclear iraniano.

O assunto há muito que se arrasta, mas nos últimos tempos tem vindo a ganhar forma a tese, em Tel Aviv, de fazer uma intervenção preventiva no Irão, para travar o projecto nuclear, que, como se percebe, tem tudo menos de pacífico, conforme pretendem apresentar o regime dos aiatolas.

Do ponto de vista dos EUA, ou melhor, da actual Administração, o ideal é não haver qualquer conflito bélico. Por um lado, o país está a viver a ressaca do Iraque, de onde saiu em Dezembro de 2011, e ainda está a pagar a cara factura da presença no Afeganistão, até 2014. Dois conflitos, desencadeados por George W. Bush, que estão a sair muito caros aos EUA.

Quando a economia começa a dar bons sinais e o desemprego está baixar, dada a receita acertada de Obama (oposta à europeia, por isso os EUA crescem e a UE regride), tudo o que Washington não deseja é uma nova guerra. A mesma leitura não tem Israel, que sente, com razão, uma forte ameaça do país dos aiatolas. Razão pela qual Tel Aviv pretende assumir uma intervenção preventiva, no sentido de impossibilitar o vizinho de obter o poderio nuclear, uma séria ameaça ao Estado de Israel.

Perante esta situação, e num clima de campanha, os oponentes de Obama, como Rick Santorum, brincam com a segurança internacional e acusam o Presidente dos EUA de aliado dos aiatolas, como se isso tivesse alguma ponta de credibilidade.

Infelizmente, o conhecimento generalizado da situação do mundo na população norte-americana é pouco e argumentos como os de Santorum bem podem pegar. Antes, Obama era amigo de Bin Laden, agora é aliado dos aiatolas. Tudo vale para denegrir o Presidente dos EUA.

Quanto à situação israelo-iraniana, é bem provável que o confronto suba de tom, pois nos últimos dias, ataques verbais e ameaças não faltam, como a entrada de navios de guerra iranianos no Mediterrâneo oriental.

Obama não quer uma guerra, mas o mesmo não se poderá dizer do Governo de Israel.
CMC