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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Republicanos a pensar em 2016

É evidente que Mitt Romney pode ganhar esta eleição. Obama está bem longe de ter a corrida garantida, como tinha há quatro anos, e um triunfo Republicano não surpreenderá ninguém, apesar de não se esperar muito.

Se a mensagem oficial dos Republicanos, neste momento, é de apoio a Romney, começam-se a ver movimentações para as primárias Republicanas das presidenciais de 2016. Ainda faltam quatro anos e muito vai acontecer, mas não deixa de ser um sinal de como o apoio da "família" Republicana a Romney não é sólido. Jeb Bush, Mike Huckabee, Sarah Palin, Rick Santorum, Rick Perry, são alguns dos nomes avançados e destes só Jeb Bush se salva como bom candidato.

CMC

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

O número dois de Romney

A grande dúvida destes dias, antes do Congresso Republicano do final deste mês, é quem será o número dois de Mitt Romney.

Muita tinta tem corrido, com inúmeros nomes a serem tornados públicos ao longo dos últimos meses. Jeb Bush e Marco Rubio são alguns da lista mais antiga. Bush já disse que não estava disponível, assim como Rubio, ao que consta um dos potenciais candidatos em 2016, caso Obama renove o mandato.

Nos últimos tempos surgiu, primeiro, o nome de Condoleezza Rice e, depois, de David Petreaus, o atual diretor da CIA. Também nenhum destes dois, que despontaram no período de George W. Bush pela sua elevada qualidade, deverão ser número dois. Apesar de qualquer um até ter qualidades para Presidente. No meu entender até são bem melhores do que Romney.

No caso de Petreaus há muito que se fala de uma futura candidatura presidencial. Provavelmente, 2016 ou 2020.

Por enquanto, um nome tem resistido de modo consistente e ganho algum destaque nas últimas horas, o de Tim Pawlenty. No ano passado, antes de começar as primárias, o antigo Governador do Minnesota surgia como um dos candidatos Republicanos com mais hipótese de triunfar, mas nem chegou às primárias para disputar o lugar no Partido Republicano. Desistiu.

A equipa de Romney deve ter aprendido com o erro grave cometido por John McCain há quatro anos, quando escolheu Sarah Palin. A surpresa inicial gerou ganhos, mas com o decorrer da campanha, que apesar de ser curta é extremamente desgastante, as fragilidades da candidata começaram a emergir e o que era um trunfo tornou-se um fardo para a candidatura do Senador do Arizona.

Mas a equipa de Romney sabe que um Vice forte pode ser decisivo para o triunfo. Entre a audácia e a garantia geradora de poucas motivações mas ao mesmo de poucos riscos comprometedores, estará a escolha.

Veremos se será Pawlenty, um candidato mais consonante com a segurança, do que com a audácia.

CMC

quinta-feira, 22 de março de 2012

Bush apela à unidade dos Republicanos


Jeb Bush é uma voz autorizada e influente no universo Republicano. Na eleição da Flórida não se envolveu muito, talvez porque uns dias antes se falara no seu nome para Vice de Romney, mas face ao descalabro da corrida Republicana, Jeb sai a terreiro, anunciar o apoio óbvio e secundar a direcção do seu Partido, para que não prolonguem mais a corrida. Está visto, quanto mais se arrasta, mais Obama sai reforçado. Porém, Santorum não se deve deixar levar por estes conselhos e continuará a corrida.
CMC

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

A radicalização dos Republicanos


Jeb Bush é um dos nomes Republicanos mais respeitados e populares no meio conservador. Chegou-se a falar como um possível candidato a Vice-Presidente, nesta corrida, mas o ex-Governador da Flórida afastou-se.

Nesta semana esteve no Texas e disse coisas muito óbvias quanto às primárias do seu partido.
CMC

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Jeb Bush mantém-se neutro

Former Fla. Gov. Jeb Bush remains neutral in race

Jeb Bush continua neutral, apesar de Romney querer discutir com o antigo Governador da Flórida vários pontos. Será que Jeb Bush se está a guardar para 2016, como Marc Rubio?

Parece que nas próximas presidenciais não faltarão candidatos Republicanos da Flórida.
CMC

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

O regresso dos Bush?

Não há discurso de Newt Gingrich que Ronald Reagan não seja citado. O apoio dado ao ex Speaker pelo filho adoptivo do antigo Presidente, Michael Reagan, vem reforçar esta causa, de Gingrich se apropriar da herança política de Reagan. Um Presidente ainda muito marcante em várias camadas da população.

Outro dos importantes clans Republicanos, os Bush, que nunca tiveram grandes simpatias, e corre a tese de George H. Bush considera que Gingrich foi um dos contribuintes directos para a sua derrota em 1992, frente a Bill Clinton, não morrem de amores pelo vencedor da primária da Carolina do Sul.

Assim, face à derrota de Romney, que chegou a ter mais de 20 pontos de vantagem na Carolina do Sul, a Flórida surge como um novo campo de importantes decisões. Ganhando Romney, a retoma do caminho das vitórias está assegurada, por que a eleição seguinte é segura, no muito populado por mórmons Estado do Nevada, mas se Romney perder para Gingrich, este afirma a sua candidatura, num dos mais importantes e decisivos Estados, a Flórida, e a candidatura de Romney pode sofrer um rombo inesperado.

É nesta equação, da relevância da Flórida, que a família Bush tem importância, nomeadamente Jeb, ex-Governador do Estado e apontado como um possível Vice de Romney. Jeb está bem visto na Flórida e tem uma capacidade, que Romney não tem, de penetrar no voto hispânico, importante neste Estado (como noutros Estados do Sul), além de ser um nome de peso e que reforça, sem dúvida, a candidatura do ex-Governador do Massachusetts.

Aguarda-se o aparecimento de Jeb, enquanto é evidente a subida de Gingrich.
CMC

domingo, 22 de janeiro de 2012

Irá Santorum abdicar para Gingrich?

Ainda falta apurar o resultado final e a CNN receou declarar o vencedor da noite, mas Gingrich tem uma vantagem confortável em relação a Romney, conforme os primeiros números indicam (35% - 26%).

Ainda não se sabe quem fica em terceiro, se Paul ou Santorum, no entanto, num terreno, a priori, favorável para Santorum, o seu resultado está muito distante do resultado que devia obter e se ficar em quarto a derrota é pesada.

Com a vitória de hoje, Gingrich ganha fôlego e adia a decisão de Romney consagrar-se como vencedor. Porém, o resultado de hoje pode contagiar o resultado da Flórida, do próximo dia 31 de Janeiro. Eleição na qual Romney está em vantagem. Porém, nove dias é muito tempo e é precisamente neste período que pode surgir a desistência de Santorum em favor de Gingrich, tal como fez Perry nesta semana. Gingrich pode somar mais uns apoios e continuar a valorizar a sua candidatura, por oposição à de Romney, como a verdadeira candidatura conservadora.

Outro factor a não desconsiderar, nos próximos dias, é a campanha na Flórida, na qual pode surgir Jeb Bush, ex-Governador deste Estado, que começa a ser referido como um nome forte para a dupla com Romney frente a Obama.

Certo, para já, é o recuperar de fôlego de Gingrich e o animar de uma corrida que parecia acabar hoje, caso Romney ganhasse a Carolina do Sul.
CMC