Democratas e Republicanos sabem que esta eleição não está ganha por ninguém e, por isso, os swing States são os grandes campos de batalha onde se decidirão quem ganhará em novembro.
Por essa razão, ambos realizam as suas Convenções em campos/Estados decisivos. Os Republicanos arrancam, hoje, na Flórida e os Democratas realizam o seu conclave, na próxima semana, na Carolina do Norte.
Quanto aos Estados a ter em conta até ao fim, são: Ohio, Flórida, Iowa, Virgínia, New Hampshire, Nevada, Colorado, Wisconsin e Carolina do Norte.
CMC
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terça-feira, 28 de agosto de 2012
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Romney coloca Obama em xeque
Mitt Romney não precisou de esperar muito para partir para o ataque a Obama. Com a vitória no Nevada garantida muito facilmente, Romney aproveitou o discurso de vitória para cortar o momentum de Obama na economia. Os recentes números do desemprego e da produção industrial foram encarados como trunfos na recuperação da imagem de Obama, colocando directamente em causa a estratégia de Romney e do estado-maior do GOP que é: economia, economia e economia.
Com este discurso apontado directamente a Obama, Romney mostra que sabe qual é a direcção que quer para a sua campanha caso seja o nomeado republicano, mas acima de tudo demonstra que está sintonizado com a maioria do país que ainda sofre diariamente os efeitos de uma crise que não poupa ninguém.
Filipe Ferreira
Filipe Ferreira
Nevada: um dos Estados decisivos
Como chama a atenção este gráfico, apresentado na cobertura da eleição primária Republicana do Nevada do The New York Times, o estado do Estado do Nevada é bem diferente hoje do que era há quatro anos.
Em 2008, Obama ganhou o Nevada a John McCain (55% / 43%), mas os Democratas sabem, pelo estado do desemprego, que apesar de estar a baixar, está quase o triplo de 2008, a vitória não será nada fácil. Se a esta realidade laboral juntarmos o facto do candidato Republicano ser Romney, um mormon. num Estado com uma grande comunidade desta fé, as dificuldades são acrescidas.
Este será um dos Estados em destaque.
CMC
Em 2008, Obama ganhou o Nevada a John McCain (55% / 43%), mas os Democratas sabem, pelo estado do desemprego, que apesar de estar a baixar, está quase o triplo de 2008, a vitória não será nada fácil. Se a esta realidade laboral juntarmos o facto do candidato Republicano ser Romney, um mormon. num Estado com uma grande comunidade desta fé, as dificuldades são acrescidas.
Este será um dos Estados em destaque.
CMC
Romney arrasa no Nevada
O triunfo da Flórida foi um impulso importante para o antigo Governador do Masschussetts. Isso deve ser confirmado nas primárias de terça (decorrem no Colorado, Minnesota e Missouri).
CMC
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Uma batalha que favorece Obama
Num post anterior referi que se a vitória de Romney fosse superior a 10% na Flórida, acabou por ser de praticamente 15%, este conquistaria a corrida Republicana.
Mas a noite de ontem ainda não significou a rendição de Gingrich, nem dos outros candidatos, ou seja, o fim das primárias, com o vencedor reconhecido por todos.
Paul é um caso à parte. Faz da campanha uma oportunidade para projectar as suas ideias. Santorum - que nem fez grande campanha na Flórida e teve a infelicidade de uma das filhas apanhar pneumonia, afastando-o naturalmente da campanha -, na noite da eleição da Carolina do Sul estendera o tapete a Gingrich, como o candidato conservador, todavia, ontem, no rescaldo da eleição, acabou, entre linhas, por condenar o antigo Speaker, por ter falhado a conquista da Flórida, onde chegou a ser o favorito, ao mesmo tempo que lamentou a campanha suja que se desenvolveu. Santorum não teve um péssimo resultado, mas não foi muito famoso.
O grande derrotado da noite acabou por ser Gingrich. Saído fortalecido da Carolina do Sul, apresentava-se como o favorito na Flórida, mas uma série de erros, desde o investimento na Lua, onde deseja estabelecer o 51º Estado dos EUA, à campanha suja que fez contra Romney, este também respondeu na mesma moeda, o Speaker foi derrotado em todas as frentes. Perdeu no voto feminino, no voto hispânico, apenas cativou o eleitorado evangélico, no qual também acabou por ganhar a Romney, mas por pouca margem.
Romney, que tinha um teste de fogo, ganhou em todas as frentes e terminou a noite com um discurso de unidade Republicana para combater Obama. Unidade que não foi defendida por Gingrich, que diz manter-se na corrida até ao fim, chegando o lema da noite ser "46 States to go", como quem diz, estou cá até ao fim. Percebe-se que o seu grande objectivo é chegar à eleição do Texas, em 3 de Abril, onde se joga a eleição de 150 delegados e Gingrich espera que o apoio dado por Rick Perry, Governador do Estado, seja determinante. Todavia, antes do grande Estado do Sul, ainda tem 25 eleições, nas quais Romney tem grande vantagem.
Está visto que os quatro candidatos vão continuar a campanha mais umas semanas. Não querem interpretar o resultado expressivo de ontem e este erro acabará por beneficiar, para já, os Democratas, pois Gingrich está ferido de morte e a sua campanha suja deve continuar, mais com um sentido de vingança do que de conquista, no sentido de manchar o nome de Romney. O ex-Governador do Massachusetts, entretanto, deve mudar o sentido da sua campanha e regressar à antiga estratégia, falar mais para Obama do que para os seus adversários internos. Veremos até quando durará umas primárias que, no meu entender, ficaram decididas ontem. Sábado há mais, no Nevada.
Há quatro anos, após o péssimo resultado na Flórida, Giuliani, o hiper-favorito antes das sondagens, soube entender o que as urnas do Estado mais representativo da diversidade dos EUA quis dizer nas urnas.
CMC
Mas a noite de ontem ainda não significou a rendição de Gingrich, nem dos outros candidatos, ou seja, o fim das primárias, com o vencedor reconhecido por todos.
Paul é um caso à parte. Faz da campanha uma oportunidade para projectar as suas ideias. Santorum - que nem fez grande campanha na Flórida e teve a infelicidade de uma das filhas apanhar pneumonia, afastando-o naturalmente da campanha -, na noite da eleição da Carolina do Sul estendera o tapete a Gingrich, como o candidato conservador, todavia, ontem, no rescaldo da eleição, acabou, entre linhas, por condenar o antigo Speaker, por ter falhado a conquista da Flórida, onde chegou a ser o favorito, ao mesmo tempo que lamentou a campanha suja que se desenvolveu. Santorum não teve um péssimo resultado, mas não foi muito famoso.
O grande derrotado da noite acabou por ser Gingrich. Saído fortalecido da Carolina do Sul, apresentava-se como o favorito na Flórida, mas uma série de erros, desde o investimento na Lua, onde deseja estabelecer o 51º Estado dos EUA, à campanha suja que fez contra Romney, este também respondeu na mesma moeda, o Speaker foi derrotado em todas as frentes. Perdeu no voto feminino, no voto hispânico, apenas cativou o eleitorado evangélico, no qual também acabou por ganhar a Romney, mas por pouca margem.
Romney, que tinha um teste de fogo, ganhou em todas as frentes e terminou a noite com um discurso de unidade Republicana para combater Obama. Unidade que não foi defendida por Gingrich, que diz manter-se na corrida até ao fim, chegando o lema da noite ser "46 States to go", como quem diz, estou cá até ao fim. Percebe-se que o seu grande objectivo é chegar à eleição do Texas, em 3 de Abril, onde se joga a eleição de 150 delegados e Gingrich espera que o apoio dado por Rick Perry, Governador do Estado, seja determinante. Todavia, antes do grande Estado do Sul, ainda tem 25 eleições, nas quais Romney tem grande vantagem.
Está visto que os quatro candidatos vão continuar a campanha mais umas semanas. Não querem interpretar o resultado expressivo de ontem e este erro acabará por beneficiar, para já, os Democratas, pois Gingrich está ferido de morte e a sua campanha suja deve continuar, mais com um sentido de vingança do que de conquista, no sentido de manchar o nome de Romney. O ex-Governador do Massachusetts, entretanto, deve mudar o sentido da sua campanha e regressar à antiga estratégia, falar mais para Obama do que para os seus adversários internos. Veremos até quando durará umas primárias que, no meu entender, ficaram decididas ontem. Sábado há mais, no Nevada.
Há quatro anos, após o péssimo resultado na Flórida, Giuliani, o hiper-favorito antes das sondagens, soube entender o que as urnas do Estado mais representativo da diversidade dos EUA quis dizer nas urnas.
CMC
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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
O regresso dos Bush?
Não há discurso de Newt Gingrich que Ronald Reagan não seja citado. O apoio dado ao ex Speaker pelo filho adoptivo do antigo Presidente, Michael Reagan, vem reforçar esta causa, de Gingrich se apropriar da herança política de Reagan. Um Presidente ainda muito marcante em várias camadas da população.
Outro dos importantes clans Republicanos, os Bush, que nunca tiveram grandes simpatias, e corre a tese de George H. Bush considera que Gingrich foi um dos contribuintes directos para a sua derrota em 1992, frente a Bill Clinton, não morrem de amores pelo vencedor da primária da Carolina do Sul.
Assim, face à derrota de Romney, que chegou a ter mais de 20 pontos de vantagem na Carolina do Sul, a Flórida surge como um novo campo de importantes decisões. Ganhando Romney, a retoma do caminho das vitórias está assegurada, por que a eleição seguinte é segura, no muito populado por mórmons Estado do Nevada, mas se Romney perder para Gingrich, este afirma a sua candidatura, num dos mais importantes e decisivos Estados, a Flórida, e a candidatura de Romney pode sofrer um rombo inesperado.
É nesta equação, da relevância da Flórida, que a família Bush tem importância, nomeadamente Jeb, ex-Governador do Estado e apontado como um possível Vice de Romney. Jeb está bem visto na Flórida e tem uma capacidade, que Romney não tem, de penetrar no voto hispânico, importante neste Estado (como noutros Estados do Sul), além de ser um nome de peso e que reforça, sem dúvida, a candidatura do ex-Governador do Massachusetts.
Aguarda-se o aparecimento de Jeb, enquanto é evidente a subida de Gingrich.
CMC
Outro dos importantes clans Republicanos, os Bush, que nunca tiveram grandes simpatias, e corre a tese de George H. Bush considera que Gingrich foi um dos contribuintes directos para a sua derrota em 1992, frente a Bill Clinton, não morrem de amores pelo vencedor da primária da Carolina do Sul.
Assim, face à derrota de Romney, que chegou a ter mais de 20 pontos de vantagem na Carolina do Sul, a Flórida surge como um novo campo de importantes decisões. Ganhando Romney, a retoma do caminho das vitórias está assegurada, por que a eleição seguinte é segura, no muito populado por mórmons Estado do Nevada, mas se Romney perder para Gingrich, este afirma a sua candidatura, num dos mais importantes e decisivos Estados, a Flórida, e a candidatura de Romney pode sofrer um rombo inesperado.
É nesta equação, da relevância da Flórida, que a família Bush tem importância, nomeadamente Jeb, ex-Governador do Estado e apontado como um possível Vice de Romney. Jeb está bem visto na Flórida e tem uma capacidade, que Romney não tem, de penetrar no voto hispânico, importante neste Estado (como noutros Estados do Sul), além de ser um nome de peso e que reforça, sem dúvida, a candidatura do ex-Governador do Massachusetts.
Aguarda-se o aparecimento de Jeb, enquanto é evidente a subida de Gingrich.
CMC
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