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terça-feira, 11 de setembro de 2012

Romney continua com problemas de empatia

Poll: More prefer dinner with Obama

Normalmente, nas eleições presidenciais norte-americanas fazem sempre uns estudos que parecem disparatados, mas não são.

Em 2004, era curioso o resultado de um estudo que, segundo a amostra, a maioria nunca compraria um carro a George W. Bush, a mesma atitude não teriam com John Kerry, mas, de longe, preferiam tomar um copo com Bush do que com Kerry.

Esta sondagem, acerca do candidato com que jantaria, revela bem a empatia de Obama e o distanciamento de Romney, face ao cidadão comum, que preferia jantar com o Democrata, em vez do Republicano.

Romney continua com problemas no relacionamento com os eleitores.

CMC

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

O factor Irão entra na campanha

Rick Santorum: Obama helping Iran obtain nuclear weapons

Há um factor, imprevisível, ou não tanto, que pode irromper nas eleições norte-americanas: o projecto nuclear iraniano.

O assunto há muito que se arrasta, mas nos últimos tempos tem vindo a ganhar forma a tese, em Tel Aviv, de fazer uma intervenção preventiva no Irão, para travar o projecto nuclear, que, como se percebe, tem tudo menos de pacífico, conforme pretendem apresentar o regime dos aiatolas.

Do ponto de vista dos EUA, ou melhor, da actual Administração, o ideal é não haver qualquer conflito bélico. Por um lado, o país está a viver a ressaca do Iraque, de onde saiu em Dezembro de 2011, e ainda está a pagar a cara factura da presença no Afeganistão, até 2014. Dois conflitos, desencadeados por George W. Bush, que estão a sair muito caros aos EUA.

Quando a economia começa a dar bons sinais e o desemprego está baixar, dada a receita acertada de Obama (oposta à europeia, por isso os EUA crescem e a UE regride), tudo o que Washington não deseja é uma nova guerra. A mesma leitura não tem Israel, que sente, com razão, uma forte ameaça do país dos aiatolas. Razão pela qual Tel Aviv pretende assumir uma intervenção preventiva, no sentido de impossibilitar o vizinho de obter o poderio nuclear, uma séria ameaça ao Estado de Israel.

Perante esta situação, e num clima de campanha, os oponentes de Obama, como Rick Santorum, brincam com a segurança internacional e acusam o Presidente dos EUA de aliado dos aiatolas, como se isso tivesse alguma ponta de credibilidade.

Infelizmente, o conhecimento generalizado da situação do mundo na população norte-americana é pouco e argumentos como os de Santorum bem podem pegar. Antes, Obama era amigo de Bin Laden, agora é aliado dos aiatolas. Tudo vale para denegrir o Presidente dos EUA.

Quanto à situação israelo-iraniana, é bem provável que o confronto suba de tom, pois nos últimos dias, ataques verbais e ameaças não faltam, como a entrada de navios de guerra iranianos no Mediterrâneo oriental.

Obama não quer uma guerra, mas o mesmo não se poderá dizer do Governo de Israel.
CMC

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Bons sinais da Flórida

Boas notícias para Obama. Nas sondagens do Estado da Flórida, o candidato Democrata aparece, actualmente, como o mais forte, perante qualquer adversário Republicano, de acordo com as sondagens.

A Flórida é um dos swing States e, por isso, relevante. Afinal, há marcas que nunca se esquecem e foi, em 2000, com a derrota de Al Gore, na Flórida, que George W. Bush ganhou a presidência.
CMC

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

O Nader "republicano" de 2012?

Ainda é cedo para saber se Gary Johnson, antigo Governador Republicano do Estado do Novo México, vai causar mossa, uma vez que está à beira de abdicar da corrida do GOP, no qual apenas se apresenta em alguns Estados, nestas primárias, e sem qualquer expressão, para apresentar-se como o candidato do Partido Libertário.

Johnson sente-se marginalizado pela máquina do GOP e aposta em ser o primeiro candidato do Partido Libertário a ganhar uma eleição num Estado, no caso, o Novo México - um estado crucial, uma vez que é um swing state (neste Estado, Al Gore ganhou a W. Bush em 2000; W. Bush ganhou a Kerry em 2004; Obama ganhou a McCain em 2008).

E esta candidatura, por uma formação sem grande expressão pode revelar-se comprometedora na decisão final, pois já se percebeu que o vencedor das eleições de 2012 não obterá grande folga, razão pela qual todos os votos contam, em especial em Estados em que não há um vencedor antecipado.

Se dúvidas houvessem quanto ao perigo deste tipo de candidatura, no caso para os Republicanos, basta recordar como Ralph Nader, em 2000, pelo Partido Verde, foi fatal para as aspirações de Al Gore, que perdeu por escassa margem na Florida e, assim, permitiu o triunfo de George W. Bush.
CMC