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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

O número dois de Romney

A grande dúvida destes dias, antes do Congresso Republicano do final deste mês, é quem será o número dois de Mitt Romney.

Muita tinta tem corrido, com inúmeros nomes a serem tornados públicos ao longo dos últimos meses. Jeb Bush e Marco Rubio são alguns da lista mais antiga. Bush já disse que não estava disponível, assim como Rubio, ao que consta um dos potenciais candidatos em 2016, caso Obama renove o mandato.

Nos últimos tempos surgiu, primeiro, o nome de Condoleezza Rice e, depois, de David Petreaus, o atual diretor da CIA. Também nenhum destes dois, que despontaram no período de George W. Bush pela sua elevada qualidade, deverão ser número dois. Apesar de qualquer um até ter qualidades para Presidente. No meu entender até são bem melhores do que Romney.

No caso de Petreaus há muito que se fala de uma futura candidatura presidencial. Provavelmente, 2016 ou 2020.

Por enquanto, um nome tem resistido de modo consistente e ganho algum destaque nas últimas horas, o de Tim Pawlenty. No ano passado, antes de começar as primárias, o antigo Governador do Minnesota surgia como um dos candidatos Republicanos com mais hipótese de triunfar, mas nem chegou às primárias para disputar o lugar no Partido Republicano. Desistiu.

A equipa de Romney deve ter aprendido com o erro grave cometido por John McCain há quatro anos, quando escolheu Sarah Palin. A surpresa inicial gerou ganhos, mas com o decorrer da campanha, que apesar de ser curta é extremamente desgastante, as fragilidades da candidata começaram a emergir e o que era um trunfo tornou-se um fardo para a candidatura do Senador do Arizona.

Mas a equipa de Romney sabe que um Vice forte pode ser decisivo para o triunfo. Entre a audácia e a garantia geradora de poucas motivações mas ao mesmo de poucos riscos comprometedores, estará a escolha.

Veremos se será Pawlenty, um candidato mais consonante com a segurança, do que com a audácia.

CMC

quarta-feira, 18 de julho de 2012

A importância do eleitorado hispânico


Obama widens lead over Romney among Latinos

Um dos eleitorados mais importantes, e em crescimento, nos EUA é o hispânico, podendo, nalguns Estados ser decisivo no resultado final.

Se Obama tem grande vantagem perante Romney, importa saber, nos swing States, em que se traduz esta grande vantagem. Num dos Estados mais determinantes, o da Flórida, Obama e Romney recolhem praticamente o mesmo apoio dos hispânicos. A considerar também o do Arizona, onde os Democratas, desta vez, pretendem conquistar, dado que na anterior eleição o candito Republicano, McCain, era deste Estado. Neste Estado, Romney tem ligeira vantagem.

CMC

terça-feira, 10 de abril de 2012

Santorum sai e Romney consagra-se como o candidato Republicano

Rick Santorum Drops Out: GOP Presidential Candidate Suspends 2012 Campaign

Há muito que se esperava o fim das primárias Republicanas. Se a disputa da Flórida tinha sido esclarecedora, como foi nas primárias Republicanas de 2008, quando Giuliani, o favorito, perdeu perante McCain neste Estado do sudeste, desta vez os candidatos com menos força conseguiram levar mais longe as suas pretensões, depois das primárias da Flórida (realizou-se no fim de Janeiro).

Gingrich, primeiro e de forma curta (nas vésperas da eleição na Flórida), Santorum, depois e de modo mais forte, foi o grande adversário do candidato mais forte, em termos de constância de favoritismo, Mitt Romney.

Santorum pára agora a sua corrida, pois o horizonte não lhe apresentava muito mais futuro e um problema de saúde de uma filha do candidato pode ter sido o suficiente para o antigo Senador da Pensilvânia colocar um ponto final numa carreira que, reconheça-se, superou todas as expectativas.

Santorum foi a grande surpresa destas primárias. Pouco se esperava dele, até Janeiro deste ano, quando ganhou a primeira eleição, o caucus do Iowa, ainda que, na noite eleitoral a vitória, por escassa margem tenha sido atribuída a Romney, que deste modo começou a gerar a dinâmica de vitória.

O tempo, até à Convenção Nacional Republicana, em Agosto, é de reagrupação dos Republicanos e esta tarefa de Romney não será fácil. No fundo, o grande denominador comum da união da direita norte-americana é Obama, ou melhor, o anti-obamismo.

O confronto entre os dois grandes campos políticos norte-americanos, Democratas e Republicanos, começa agora.
CMC

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Romney admite erros

Mr. Romney said he had made “some mistakes

É sempre um bom sinal, quando se tem noção dos próprios erros e Romney começa a perceber, perante a inesperada mas já forte candidatura de Rick Santorum, que tem cometido erros que lhe têm prejudicado.
As eleições de hoje, Arizona e Michigan, são um teste, em especial Michigan, onde a vitória não é certa e é o Estado onde o candidato nasceu e o seu pai foi Governador há 50 anos.

Vale a pena ter em consideração o Arizona, pois é um dos Estados alvo dos Democratas nesta eleição. Obama não conquistou o Estado em 2008, devido ao seu oponente, John McCain, Senador por este Estado há décadas, mas a hipótese de conquistar este ano é forte. Por isso, uma vitória de Romney, hoje, é importante para batalhar por este Estado. No Michigan, os Democratas levam a melhor desde 1988.
CMC

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Nevada: um dos Estados decisivos

Como chama a atenção este gráfico, apresentado na cobertura da eleição primária Republicana do Nevada do The New York Times, o estado do Estado do Nevada é bem diferente hoje do que era há quatro anos.
 
Em 2008, Obama ganhou o Nevada a John McCain (55% / 43%), mas os Democratas sabem, pelo estado do desemprego, que apesar de estar a baixar, está quase o triplo de 2008, a vitória não será nada fácil. Se a esta realidade laboral juntarmos o facto do candidato Republicano ser Romney, um mormon. num Estado com uma grande comunidade desta fé, as dificuldades são acrescidas.

Este será um dos Estados em destaque.
CMC

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

McCain apoia Romney?



O Political Ticker da CNN acaba de anunciar que uma fonte próxima de McCain confirmou o apoio deste a Mitt Romney no New Hampshire nos próximos dias. Este estado, muito mais moderado que o Iowa, é liderado nas sondagens confortavelmente por Romney, mas este apoio é extremamente relevante pelo seu impacto nacional. Apesar da influência e impacto da figura de McCain, este apoio pode ter um efeito perverso para Romney que é o da união do eleitorado mais conservador contra si. Se Perry desisitir como já se espera, isso pode levar a uma concentração em Santorum ou em Gingrich. A divisão do lado mais conservador era essencial para a estratégia de Romney...

Filipe Ferreira

domingo, 1 de janeiro de 2012

Romney causa desconforto no GOP

Conservative base fears another '08

A perspectiva de Romney ganhar as primárias faz crescer novas tensões no campo Republicano. Tal como McCain, em 2008, Romney não é um candidato do aparelho/base Republicano.
CMC

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

O Nader "republicano" de 2012?

Ainda é cedo para saber se Gary Johnson, antigo Governador Republicano do Estado do Novo México, vai causar mossa, uma vez que está à beira de abdicar da corrida do GOP, no qual apenas se apresenta em alguns Estados, nestas primárias, e sem qualquer expressão, para apresentar-se como o candidato do Partido Libertário.

Johnson sente-se marginalizado pela máquina do GOP e aposta em ser o primeiro candidato do Partido Libertário a ganhar uma eleição num Estado, no caso, o Novo México - um estado crucial, uma vez que é um swing state (neste Estado, Al Gore ganhou a W. Bush em 2000; W. Bush ganhou a Kerry em 2004; Obama ganhou a McCain em 2008).

E esta candidatura, por uma formação sem grande expressão pode revelar-se comprometedora na decisão final, pois já se percebeu que o vencedor das eleições de 2012 não obterá grande folga, razão pela qual todos os votos contam, em especial em Estados em que não há um vencedor antecipado.

Se dúvidas houvessem quanto ao perigo deste tipo de candidatura, no caso para os Republicanos, basta recordar como Ralph Nader, em 2000, pelo Partido Verde, foi fatal para as aspirações de Al Gore, que perdeu por escassa margem na Florida e, assim, permitiu o triunfo de George W. Bush.
CMC

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

O fim da guerra no Iraque

Obama esteve hoje na Carolina do Norte, onde anunciou o fim da participação dos militares norte-americanos no Iraque, nove anos depois de terem estacionado as tropas no país então controlado por Saddam Hussein.

Ao longo deste tempo, serviram no Iraque 1,5 milhões de norte-americanos, dos quais 30 mil ficaram feridos e 4.500 morreram. São números impressionantes!

Obama teve na retirada das tropas do Iraque uma das suas promessas eleitorais de 2008, que hoje cumpre, pois neste Natal, como disse o Presidente dos EUA, os combatentes no Iraque já estarão em casa, junto dos seus.

Não concordo com a posição de Obama, pelo risco que representa para a estabilidade e desenvolvimento do Iraque e da região, como bem salientou, hoje, o Senador John McCain. Todavia, o ex-candidato Republicano à Casa Branca acaba por não completar o argumento da retirada total, que não é só política, mas também financeira. Os EUA encontram-se numa situação muito vulnerável e manter duas frentes, Iraque e Afeganistão, não são despesas fáceis de sustentar, quando o país atravessa uma crise que não tem fim à vista.

O Iraque não será um tema decisivo, como foi nas eleições de 2004 ou 2008, mas para milhares de norte-americanos, os que directa ou indirectamente estiveram associados a esta operação militar (e basta multiplicar por dois ou três - marido/mulher, filho, companheiro, etc), para perceber como esta guerra afectou milhões de norte-americanos. E um facto é objectivo: foi Obama que colocou um ponto final. E Obama tudo fará para capitalizar este feito, como começou hoje a fazer.
CMC

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Gingrich lidera no Iowa


O Washington Post conduziu uma sondagem entre 30 de Novembro e 4 de Dezembro em que o nome de Newt Gingrich aparece destacado na liderança das intenções de voto dos republicanos no Iowa, afastando-se assim de Mitt Romney, que se coloca na segunda posição com apenas 18%, o mesmo valor que Ron Paul. Parece claro que este estado, pelos seus valores conservadores, seria sempre pouco favorável a Mitt Romney, mas este pode correr o risco de Gingrich ganhar momentum e arrancar para uma campanha mais competitiva. Relembro aqui as primárias de 2008 em que Giuliani era favorito mas foi John McCain que foi o escolhido devido à sua estratégia de aposta nas primeiras primárias.

Filipe Ferreira