sábado, 11 de agosto de 2012

A resposta democrata à escolha de Ryan


A máquina democrata não dorme em serviço. Algo me diz que os próximos dias vão ser essenciais para a sedimentação da imagem de Ryan. Vai ser visto como o homem que tem o plano para salvar a economia americana do seu défice excessivo ou como um republicano sem sensibilidade social que quer destruir o medicare e o  medicaid?
Está a começar a ficar intererssante!

Filipe Ferreira

Ryan um bom "aliado" de Obama?


A resposta dos Democratas à nomeação de Paul Ryan acaba de ser dada. A política fiscal do número 2 de Romney acaba por ser um aliado na distinção, profunda, que existe entre Obama e Romney, em relação à classe média.

CMC

Paul Ryan: uma escolha arriscada




Confesso que esperava que Romney escolhesse Rubio ou Rice. Qualquer um destes dois nomes traria nais valias importantes à sua campanha. Rubio, um dos preferidos do Tea Party era uma seta apontada ao eleitorado latino, com uma história de vida notável, incorporando o american dream. Rice dava a Romney credibilidade na politica externa e o facto de ser mulher e afro-americana não desajudava...
A escolha de Romney, ao recair em Paul Ryan reforça a sua aposta no contraste com os democratas. Ryan é a estrela GOP em tudo o que diga respeito ao ataque ao défice, sendo uma escolha plenamente ideologica. Ryan é uma aposta para mobilizar o eleitorado conservador, mas dificilmente ganhará votos nos indecisos e nos independentes.
Será este um sinal de que Romney desistiu de conquistar o centro? Se sim, então não antevejo grandde sucesso. Se for apenas uma estrategia para cativar os conservadores, então tem de entrar desde já no ataque ao eleitorado mais moderado, mas este equilibrio é dificil, muito difícil...

Filipe Ferreira

Ryan para Vice de Romney?

Romney é pressionado a escolher Paul Ryan como vice

Parece que o escolhido por Romney, ou a sua equipa, para Vice, é o congressista de Wisconsin, Paul Ryan. Um político vincadamente conservador e que tem no seu currículo uma folha de trabalho ao serviço de cortes nos Orçamentos. Algo que assenta bem na candidatura Republicana desta eleição, pois os ataques às políticas sociais e orçamentais de Obama são grandes bandeiras dos conservadores.

Resta confirmar se é Ryan, mas a verificar-se, como tudo indica, e a ter em conta esta notícia (no link), de que Romney teve de aceitar Ryan, mais uma vez se constata dificuldades de Romney. Ainda ontem notícias indicavam que há dúvidas no eleitorado conservador em relação ao candidato Republicano, pois não lhe reconheciam como grande adepto das suas causas conservadoras, algo que Ryan transporta. Ou seja, a nomeação de Ryan é um ganho do Partido Republicano. Resta saber, com o tempo, se será de Romney, que não escolhe o seu número dois.

CMC

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Republicanos a pensar em 2016

É evidente que Mitt Romney pode ganhar esta eleição. Obama está bem longe de ter a corrida garantida, como tinha há quatro anos, e um triunfo Republicano não surpreenderá ninguém, apesar de não se esperar muito.

Se a mensagem oficial dos Republicanos, neste momento, é de apoio a Romney, começam-se a ver movimentações para as primárias Republicanas das presidenciais de 2016. Ainda faltam quatro anos e muito vai acontecer, mas não deixa de ser um sinal de como o apoio da "família" Republicana a Romney não é sólido. Jeb Bush, Mike Huckabee, Sarah Palin, Rick Santorum, Rick Perry, são alguns dos nomes avançados e destes só Jeb Bush se salva como bom candidato.

CMC

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

O número dois de Romney

A grande dúvida destes dias, antes do Congresso Republicano do final deste mês, é quem será o número dois de Mitt Romney.

Muita tinta tem corrido, com inúmeros nomes a serem tornados públicos ao longo dos últimos meses. Jeb Bush e Marco Rubio são alguns da lista mais antiga. Bush já disse que não estava disponível, assim como Rubio, ao que consta um dos potenciais candidatos em 2016, caso Obama renove o mandato.

Nos últimos tempos surgiu, primeiro, o nome de Condoleezza Rice e, depois, de David Petreaus, o atual diretor da CIA. Também nenhum destes dois, que despontaram no período de George W. Bush pela sua elevada qualidade, deverão ser número dois. Apesar de qualquer um até ter qualidades para Presidente. No meu entender até são bem melhores do que Romney.

No caso de Petreaus há muito que se fala de uma futura candidatura presidencial. Provavelmente, 2016 ou 2020.

Por enquanto, um nome tem resistido de modo consistente e ganho algum destaque nas últimas horas, o de Tim Pawlenty. No ano passado, antes de começar as primárias, o antigo Governador do Minnesota surgia como um dos candidatos Republicanos com mais hipótese de triunfar, mas nem chegou às primárias para disputar o lugar no Partido Republicano. Desistiu.

A equipa de Romney deve ter aprendido com o erro grave cometido por John McCain há quatro anos, quando escolheu Sarah Palin. A surpresa inicial gerou ganhos, mas com o decorrer da campanha, que apesar de ser curta é extremamente desgastante, as fragilidades da candidata começaram a emergir e o que era um trunfo tornou-se um fardo para a candidatura do Senador do Arizona.

Mas a equipa de Romney sabe que um Vice forte pode ser decisivo para o triunfo. Entre a audácia e a garantia geradora de poucas motivações mas ao mesmo de poucos riscos comprometedores, estará a escolha.

Veremos se será Pawlenty, um candidato mais consonante com a segurança, do que com a audácia.

CMC

Romney continua a falhar

O candidato republicano às presidenciais americanas de Novembro, Mitt Romney, disse que há muita gente que pensa que os EUA se irão transformar, em algum momento, “na Grécia, Espanha ou Itália”. De caminho, Romney conseguiu ainda ofender o estado da Califórnia.

Romney sabe que, em novembro, não vencerá na Califórnia, um Estado muito Democrata nas últimas décadas, em termos de eleições presidenciais. 

À parte de fazer comparações tristes, com a realidade de alguns países europeus - Obama também já caíra no mesmo erro e, por isso, o candidato Republicano devia ter aprendido a lição -, Romney esquece-se que foi uma Administração Republicana, na Califórnia, liderada por Arnold Schwarzenegger, que conduziu o Estado a uma situação calamitosa.

CMC

Uma campanha porta-a-porta até ao voto


Há poucos dias assinalou-se o momento em que faltavam 100 dias para a eleição de novembro. Por esse momento, a campanha fez um belo spot, para mobilizar os seus apoiantes a envolver-se na campanha até ao dia decisivo.  

CMC

Uma boa mensagem de Obama dirigida às mulheres


Uma mensagem acertada de Obama.

CMC

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Um anúncio deplorável


Em política não pode valer tudo, mas as campanhas norte-americanas tendem a demonstrar o oposto. Eis um péssimo exemplo da candidatura Democrata, num ataque sem sentido a Mitt Romney. Criticar e condenar politicamente faz parte do jogo, dar a imagem de que o oponente é um criminoso é outra e esta merece reprovação.

CMC

P.S.- Tomei agora conhecimento de que este vídeo é de um grupo de apoiantes do candidato Democrata e ainda não foi lançado na televisão, e não do staff de campanha de Obama, estando, apenas, na net. De qualquer forma, já suscitou, nas últimas horas, muita atenção e indignação. Oxalá seja retirado. É a única consideração que merece.