O candidato republicano às presidenciais americanas de Novembro, Mitt Romney, disse que há muita gente que pensa que os EUA se irão transformar, em algum momento, “na Grécia, Espanha ou Itália”. De caminho, Romney conseguiu ainda ofender o estado da Califórnia.
Romney sabe que, em novembro, não vencerá na Califórnia, um Estado muito Democrata nas últimas décadas, em termos de eleições presidenciais.
À parte de fazer comparações tristes, com a realidade de alguns países europeus - Obama também já caíra no mesmo erro e, por isso, o candidato Republicano devia ter aprendido a lição -, Romney esquece-se que foi uma Administração Republicana, na Califórnia, liderada por Arnold Schwarzenegger, que conduziu o Estado a uma situação calamitosa.
CMC
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Uma campanha porta-a-porta até ao voto
Há poucos dias assinalou-se o momento em que faltavam 100 dias para a eleição de novembro. Por esse momento, a campanha fez um belo spot, para mobilizar os seus apoiantes a envolver-se na campanha até ao dia decisivo.
CMC
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Um anúncio deplorável
Em política não pode valer tudo, mas as campanhas norte-americanas tendem a demonstrar o oposto. Eis um péssimo exemplo da candidatura Democrata, num ataque sem sentido a Mitt Romney. Criticar e condenar politicamente faz parte do jogo, dar a imagem de que o oponente é um criminoso é outra e esta merece reprovação.
CMC
P.S.- Tomei agora conhecimento de que este vídeo é de um grupo de apoiantes do candidato Democrata e ainda não foi lançado na televisão, e não do staff de campanha de Obama, estando, apenas, na net. De qualquer forma, já suscitou, nas últimas horas, muita atenção e indignação. Oxalá seja retirado. É a única consideração que merece.
Romney acumula falhas graves
Romney confuses "Sikh" with "sheikh"
Depois de um périplo desastroso pelo Reino Unido, Israel e Polónia, onde o candidato Republicano deu um péssimo sinal de como se move na política externa, Mitt Romney volta a demonstrar um desconhecimento atroz, para quem quer chegar à Casa Branca, confundindo "sheikh" com "sikh", numa referência ao massacre que ocorreu perto de Milwaukee.
Este erro terá pouco impacto no eleitorado, mas demonstra muito das poucas capacidades de Romney, num domínio estratégico para os EUA, a política externa.
CMC
Depois de um périplo desastroso pelo Reino Unido, Israel e Polónia, onde o candidato Republicano deu um péssimo sinal de como se move na política externa, Mitt Romney volta a demonstrar um desconhecimento atroz, para quem quer chegar à Casa Branca, confundindo "sheikh" com "sikh", numa referência ao massacre que ocorreu perto de Milwaukee.
Este erro terá pouco impacto no eleitorado, mas demonstra muito das poucas capacidades de Romney, num domínio estratégico para os EUA, a política externa.
CMC
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Obama compara Romney a um Robin Hood invertido
President Obama says that -- unlike the old English hero who stole from the rich and gave to the poor -- Mitt Romney wants to do the opposite. "It's like Robin Hood in reverse," Obama told supporters last night in Connecticut. "It's Romney Hood."
A política fiscal é uma das grandes marcas de diferença entre Democratas e Republicanos. Enquanto os primeiros defendem uma tributação que taxe mediante o rendimento, mas tenha uma carga mais elavada para os que têm mais, os Republicanos optam por menos impostos, em especial aos que mais têm, segundo o argumento de que o Estado Federal não deve travar os milionários de terem mais dinheiro para gerar mais capital, ao mesmo tempo que advogam menos Estado.
A política fiscal é uma das matérias mais sensíveis e, em muitos momentos, as propostas de cada candidato nesta matéria são decisivas para muitos eleitores, designadamente os indecisos.
Ontem, no Connecticut, Obama comparou Mitt Romney a Robin Hood, o mítico herói inglês que tirava aos ricos para dar aos pobres, mas invertido, ou seja, Romney representa o que tira aos pobres para dar aos ricos.
O confronto, direto, entre os dois candidatos aquece, quando faltam menos de 100 dias para as eleições.
Pelos vistos, esta não é a primeira vez que um candidato Republicano é apelidado de Hood, pois Reagan, nos idos de 80, já recebera este "batismo".
CMC
A política fiscal é uma das grandes marcas de diferença entre Democratas e Republicanos. Enquanto os primeiros defendem uma tributação que taxe mediante o rendimento, mas tenha uma carga mais elavada para os que têm mais, os Republicanos optam por menos impostos, em especial aos que mais têm, segundo o argumento de que o Estado Federal não deve travar os milionários de terem mais dinheiro para gerar mais capital, ao mesmo tempo que advogam menos Estado.
A política fiscal é uma das matérias mais sensíveis e, em muitos momentos, as propostas de cada candidato nesta matéria são decisivas para muitos eleitores, designadamente os indecisos.
Ontem, no Connecticut, Obama comparou Mitt Romney a Robin Hood, o mítico herói inglês que tirava aos ricos para dar aos pobres, mas invertido, ou seja, Romney representa o que tira aos pobres para dar aos ricos.
O confronto, direto, entre os dois candidatos aquece, quando faltam menos de 100 dias para as eleições.
Pelos vistos, esta não é a primeira vez que um candidato Republicano é apelidado de Hood, pois Reagan, nos idos de 80, já recebera este "batismo".
CMC
Clinton fará um dos discursos mais aguardados
President Bill Clinton’s Convention Speech Will Remind Party of Good Old Days
À medida que se vão conhecendo os oradores das duas Convenções, e dispensando-se o óbvio: os dois principais discursos são os dos candidatos a Presidente, outros convidados há que, pelo seu percurso, importância e peso político na arena política norte-americana, têm grande destaque. Bill Clinton, no campo Democrata, é um dos nomes incontornáveis e, por isso mesmo, o seu discurso em Charlotte, é dos mais aguardados.
Mesmo com polémicas bem conhecidas à mistura, Clinton foi o Presidente norte-americano mais bem sucedido das últimas décadas e, procurando contrariar as leituras que os Republicanos apresentam, foi com uma Administração Democrata, a de Clinton, que os EUA tiveram um crescimento assinalável, fruto de um conjunto de políticas bem estruturadas e implemantadas. E que esta Administração também tem vindo a adoptar.
Provavelmente, Clinton fará um discurso pedagógico, no sentido de explicar por que não está a economia a ter o sucesso de outros tempos, apesar de não ter um quadro tão negro como os Republicanos estão a pintar, e muito pior estaria se não fosse uma Administração Democrata a liderar. Por outro lado, e como é típico nos EUA, deverá ter, também, uma componente emotiva, fazendo desta eleição uma causa patriótica.
São conhecidas as poucas amizades pessoais entre Clinton e Obama, algo atenuado nos últimos anos, fruto da presença de Hillary na Administração, com um mandato assinalável. Mas a luta trava-se a dois e Bill Clinton irá indicar o porquê de ser tão importante renovar o mandato de Obama. Deve ser um discurso que vai marcar esta Convenção Democrata, até porque Clinton gosta sempre de deixar a sua marca pessoal.
Clinton é um dos políticos Democratas mais apreciados, teve dois mandatos de sucesso, e a sua palavra ainda conta para muitos eleitores.
CMC
À medida que se vão conhecendo os oradores das duas Convenções, e dispensando-se o óbvio: os dois principais discursos são os dos candidatos a Presidente, outros convidados há que, pelo seu percurso, importância e peso político na arena política norte-americana, têm grande destaque. Bill Clinton, no campo Democrata, é um dos nomes incontornáveis e, por isso mesmo, o seu discurso em Charlotte, é dos mais aguardados.
Mesmo com polémicas bem conhecidas à mistura, Clinton foi o Presidente norte-americano mais bem sucedido das últimas décadas e, procurando contrariar as leituras que os Republicanos apresentam, foi com uma Administração Democrata, a de Clinton, que os EUA tiveram um crescimento assinalável, fruto de um conjunto de políticas bem estruturadas e implemantadas. E que esta Administração também tem vindo a adoptar.
Provavelmente, Clinton fará um discurso pedagógico, no sentido de explicar por que não está a economia a ter o sucesso de outros tempos, apesar de não ter um quadro tão negro como os Republicanos estão a pintar, e muito pior estaria se não fosse uma Administração Democrata a liderar. Por outro lado, e como é típico nos EUA, deverá ter, também, uma componente emotiva, fazendo desta eleição uma causa patriótica.
São conhecidas as poucas amizades pessoais entre Clinton e Obama, algo atenuado nos últimos anos, fruto da presença de Hillary na Administração, com um mandato assinalável. Mas a luta trava-se a dois e Bill Clinton irá indicar o porquê de ser tão importante renovar o mandato de Obama. Deve ser um discurso que vai marcar esta Convenção Democrata, até porque Clinton gosta sempre de deixar a sua marca pessoal.
Clinton é um dos políticos Democratas mais apreciados, teve dois mandatos de sucesso, e a sua palavra ainda conta para muitos eleitores.
CMC
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
A importância das Convenções
A poucas semanas das duas convenções partidárias, a Republicana no final deste mês de agosto e a Democrata no início de setembro, eis um bom artigo que destaca a importância das Convenções.Há quem as desconsidere, face à sua grande encenação, que no caso dos EUA é um grande espetáculo. Na verdade, é muito mais do que um show, é uma grande peça política, reveladora de muita coisa e que o eleitor, mesmo o menos atento, percebe bem o que está a ser transmitido.
Why political conventions still matter, de Julian Zelizer, merece leitura por quem segue a política com interesse.
CMC
Criatividade
Uma campanha bem feita carece sempre de uma componente criativa. Eis um bom exemplo de criatividade dos Democratas, aludindo às mudanças automáticas dos automóveis, transpondo-as para as escolhas políticas.
CMC
CMC
Romney começa a disputar a classe média a Obama
Estas eleições presidenciais decidem-se por causa das questões económicas e, nesta matéria, o eleitorado mais preponderante é o da classe média, ao contrário das questões de política externa, que afeta todo o eleitorado, independentemente da sua condição. O orgulho não escolhe classe, toca a todas as Almas, o mesmo não se poderá dizer em termos económicos.
Obama sabe que parte significativa da classe média é, tradicionalmente, pró Democrata, porém, como os Democratas já perceberam, e face à situação económica existente, parte deste eleitorado está desmotivado com a presente Administração.
A campanha Republicana demonstra estar atenta à campanha do opositor, que nos últimos dias tem centrado a mensagem dirigida à classe média, como deve - pois é essencial para a revalidação do mandato de Obama. Os Republicanos não perderam tempo e atacam um eleitorado que atravessa dificuldades e está interessado em quem lhe apresente uma mensagem de melhoria no futuro imediato.
É evidente que os factos apresentados pela candidatura de Mitt Romney ignoram o contexto atual, como se fosse possível inverter a situação económica dos EUA sem uma mudança do quadro económico mundial, em especial o europeu, que está a prejudicar uma recuperação económica forte dos EUA. Porém, as campanhas, de modo geral, tendem a desconsiderar o enquadramento.
Face a este contra-ataque Republicano e para desmontar esta campanha os Democratas terão de voltar a tocar a tecla da política fiscal, dado que nesta matéria a classe média identifica-se mais com o modelo Democrata do que no modelo Republicano.
CMC
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