terça-feira, 5 de junho de 2012

Artistas com Obama


Há poucas semanas, George Clooney organizou um jantar de apoio a Obama, para recolher financiamento para a campanha. Cada entrada custava 40 mil dólares. Nessa noite, foram recolhidos 15 milhões de dólares. Desta feita, é a actriz Sarah Jessica Parker a organizar um jantar, em sua casa, com o casal Obama, para recolher verbas, e a oportunidade de jantar com o casal residente e recandidato à Casa Branca é possível, basta dar um contributo, mínimo, de 3 dólares e esperar que lhe caia em sorte a distinção de ir a casa do principal rosto da série de sucesso "O Sexo e a Cidade".

Resta saber qual a verba que este jantar irá angriar. Uma coisa é certa, este modelo, implementado pela campanha de Obama há quatro anos, é um sucesso e motiva milhares de pessoas, que nas suas possibilidades apoiam o seu candidato.

Ao contrário dos candidatos Republicanos, que geralmente contam com mais patronos como financiadores, os Democratas carecem mais de apoio popular para realizar uma boa campanha.

Bad blood: A história da relação de Bill Clinton e Barack Obama


Depois da Bill Clinton ter destruído os argumentos de Obama relativamente ao passado de Romney na Bain Capital, é hora de controlar os danos. Os últimos dias viram Bill Clinton em campanha com Obama ou a falar em sua defesa, atacando Romney.
Esta relação entre estes homens nunca foi fácil.
Em 2008, em plenas primárias democratas, foi Bill Clinton quem mais violentamente atacou Obama e este facto NUNCA foi esquecido. Quando Hillary foi convidada para Secretária de Estado, uma das condições impostas por Obama foi a divulgação total, não só das suas finanças pessoais, bem como da fundação de Bill Clinton, incluindo os doadores, que como se veio a ver, incluiam figuras da alta politica e finança internacionais. Este processo de vetting não contribuiu em nada para a criação de um bom ambiente. Hoje, Bill Clinton está "obrigado" a dar o seu apoio a Obama para garantir que Hillary seja a candidata democrata em 2016. Mas não deve ser nada fácil para Bill Clinton...

Filipe Ferreira

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Jeb Bush não será Vice de Romney

“Nothing has changed, Gov. Bush will not be candidate for VP,”a Bush spokeswoman told Yahoo News Wednesday.

Há dias Jeb Bush, antigo Governador da Florida, numa entrevista, dissera que pensaria seriamente antes de aceitar qualquer proposta para ser o número 2 de Romney na disputa da Casa Branca. Uma das maiores incógnitas do momento é quem será o ticket de Romney, pois o Vice, apesar de ter um papel menor, quando comparado com o candidato a Presidente, pode, no entanto, ser decisivo, no segurar e/ou conquistar eleitorado.

Jeb, recorde-se, é o filho predilecto de George H. Bush, tanto que era este e não George W. Bush, o então Governador do Texas e posteriormente Presidente dos EUA, o desejado para assumir a corrida em 2000, frente a Al Gore, na sucessão de Bill Clinton.

Jeb é um eterno nome Republicano na corrida à Casa Branca, e um nome com peso e respeitado pelo eleitorado conservador, depois das palavras que deixaram a entender que poderia abrir a porta a entrar nesta corrida, rapidamente fez saber que está fora.

Provavelmente, e prespectivando a derrota de Romney, Jeb Bush é um nome a considerar para 2016. Mas é bem provável que que Romney não caia na armadilha em que caiu McCain em 2008, quando foi conduzido a aceitar e/ou querer Sarah Palin. A escolha do Vice de Romney será importante e é bem possível que o(a) escolhido(a) se prenda com um eleitorado específico (mulheres/evangélicos/minoriais-expressivas, como a hispânica).
CMC

Obama é a base de união dos Republicanos

Uma sondagem recente da Fox refere que quase metade do apoio a Mitt Romney se deve a Barack Obama, isto é, 43%, refere que a melhor qualidade do candidato Republicano é não ser Obama.

Trata-se de algo pouco abonatório para Romney, que quer apresentar o seu percurso profissional como adequado para lidar com as dificuldades económicas - ele que é um empresário bem sucedido -, pois só 8% do inquiridos responderam que as propostas de Romney referentes à economia e emprego merecem entusiasmo.
CMC

A gaffe de Romney



Arrumadas as primárias, com o triunfo de Mitt Romney na disputa Republicana, arranca a fase final da campanha, com o confronto entre os Democratas e os Republicanos.

Para já, a equipa de Romney comete uma gaffe (quase impossível) merecedora de troça. Como é possível ter o nome do país de forma errada e ninguém reparar nisso?
CMC

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Obama à frente na Florida, Ohio e Virginia



Ainda ontem dávamos conta da liderança de Romney num importante swing state, a Florida, mas hoje ficou disponível mais uma sondagem, que dá Obama à frente, ainda que por uma curta margem, nos estados da Florida, Ohio e Virginia. Embora a tendência seja a da diminuição da margem entre os candidatos, ainda é Obama quem lidera.

Filipe Ferreira

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Florida dá vantagem a Mitt Romney... por enquanto



Um dos swing states tradicionalmente mais importantes, a Florida, depois de ter dado uma margem de 7 pontos favoraveis a Obama em Março, mudou o registo e confere agora uma pequena margem de avanço para Mitt Romney. Estes 6 pontos são uma notícia muito favorável para Romney, mas este não deve embandeirar em arco. Estas oscilações comprovam que o eleitorado da Florida ainda não terá decidido o seu sentido de voto e que será o decorrer da campanha que irá fazer pender para um dos lados. Sem dúvida, a Florida será uma das campanhas a acompanhar com atenção.

Filipe Ferreira

terça-feira, 22 de maio de 2012

Show me the money!



Neste grande jogo que é a política norte-americana, quase tudo está dependente do dinheiro que os candidatos e respectivas máquinas eleitorais conseguem angariar. Em 2008, Barack Obama "esmagou" por completo John McCain neste campeonato, asfixiando a candidatura republicana, já de si a lutar num contexto de grave crise económica e financeira.
Nestas eleições era esperado que Obama voltasse a partir com grande avanço, e as inumeras noticias acerca da campanha dos mil milhões de dólares mais não fizeram do que sedimentar essa percepção. A realidade tem provado que essa percepção pode não ser de todo real.
A emergância da nova legislação que permite os Super PAC's veio alterar o contexto e embora Obama recolha muito mais dinheiro do que Romney, os Super PAC's republicanos estão no terreno e vão equilibrar o combate. Embora seja expectável que Obama tenha mais dinheiro do que Romney, a assimetria de 2008 não vai voltar a acontecer.

Filipe Ferreira

domingo, 13 de maio de 2012

Game on



Foi assim que Romney foi apresentado por Mark DeMoss na Liberty University, um bastião evagélico.
A tomada de posição de Obama sobre o casamento gay ajudou, mais do que qualquer endorsement, a união das diversas sensibilidades do partido republicano, em especial dos conservadores sociais. O discurso de Romney nesta universidade era o verdadeiro teste acerca da adesão do eleitorado evangélico à sua plataforma e aparentemente todas as dúvidas foram ultrapassadas. Atacou de frente a diferença de religião - para muitos o seu mormonismo continuava a ser um problema político- e num momento de alguma forma semelhante ao que Obama protagonizou em 2008 sobre as questões da raça nos EUA, clarificou quais os seus valores e de que forma estes influenciariam a sua futura presidência.
Com esta clarificação, tanto de Obama como de Romney, os dados estão lançados e os americanos têm duas alternativas perfeitamente claras. E ambas as clarificações têm leituras de ganhos e perdas políticas. Obama "limitou-se" a ver as sondagens que davam 51% da população dos EUA como favoráveis ao casamento gay e com isso ganhou ainda um grande aumento nos donativos financeiros desta comunidade. Corre porém o risco de colocar em causa as corridas dos democratas moderados em estados politicamente mais à direita, dando de mão beijada lugares no Congresso e ao mesmo tempo pode ter alienado algum eleitorado mais centrista na economia mas mais conservador nos valores. Já Romney federou por completo o partido republicano, deixando de ser o candidato do establishment de Washington para ser um verdadeiro conservador na luta contra um Obama, cada vez mais a fonte de todos os males para este eleitorado.  A energização das bases republicanas vai ser evidente a partir deste momento, bem como a sua capacidade de atracção de financiamento para Romney. Tem como possivel custo eleitoral a perda de eleitores centristas em alguns swing states.
Com este cenário, o jogo está perfeitamente aberto e vamos ter finalmente uma campanha galvanizadora entre dois candidatos que representam duas visões diferentes da sociedade e dois futuros distintos para os EUA.
No meio do furacão político desta última semana, como muito bem refere Alexandre Burmester, as últimas sondagens dão Romney à frente de Obama por 50% contra 43% de prováveis votantes. Parece claro que ainda é muito cedo para estas sondagens terem grande valor, mas se o resultado fosse favorável para Obama com estes valores o que não diria a nossa imprensa e a nossa blogosfera?

Filipe Ferreira